Câmara oferece pinheiros de Natal

Com a quadra natalícia prestes a chegar, o Município de Viana do Castelo, através do setor do Horto Municipal de Viana do Castelo e em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, vai oferecer os tradicionais “Pinheirinhos de Natal”.

Estes pinheiros foram retirados em áreas de floresta onde existe a regeneração natural do pinheiro bravo em densidades excessivas. O corte destes pinheiros corresponde a uma monda que corrige essa densidade excessiva, concedendo assim melhores condições de desenvolvimento às restantes árvores que ficam em crescimento.

O município pretende evitar que as pessoas cortem ou destruam árvores onde não é aconselhável, oferecendo aos cidadãos um dos mais simbólicos elementos de natal: o pinheiro.

Os pinheiros irão estar disponíveis ao público a partir do dia 6 de dezembro, numa loja no exterior do Mercado Municipal, das 9h às 12h e das 13h às 17h.

 

Feliz Natal!

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I Eco Maratona de Montedor

No passado sábado, dia 27 de novembro, a Câmara Municipal de Viana do Castelo promoveu a I ECO MARATONA DE MONTEDOR, no âmbito das comemorações do Dia Nacional da Floresta Autóctone.

Esta atividade de voluntariado ambiental consistiu no controlo e erradicação de espécies exóticas com comportamento invasor (Acacia longifolia) e decorreu em Montedor – Carreço, na área classificada como Monumento Natural do Cemitério de Praias Antigas do Alcantilado de Montedor, integrado no Geoparque de Viana do Castelo.

Foram cerca de 50 voluntários que com entusiasmo e empenho se dedicaram a arrancar jovens plantas de acácia, tentando contrariar o caráter invasor desta espécie lenhosa exótica. Estiveram também presentes e participaram na atividade a Vereadora do Ambiente, o Presidente da Junta de Freguesia de Carreço e os técnicos municipais do Setor de Jardins, Gabinete Técnico Florestal, CMIA e Geoparque, que integram a Divisão de Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Municipal, num total de 13 elementos.

De entre os voluntários participaram vários escuteiros dos Agrupamentos 343 – Senhor do Socorro, 459 – Serreleis, 537 – Castelo do Neiva, 348 – Meadela e representantes da Junta Regional. Participaram ainda voluntários do Banco Local de Voluntariado de Viana do Castelo, professores e alunos representantes das respetivas escolas e outros interessados pelas causas ambientais.

Dentro da área definida para a execução desta atividade encontravam-se delimitados 5 talhões, perfazendo um total de cerca de 2000m2, pelos quais os participantes foram distribuídos em equipas. Com o espírito competitivo bem presente, os diversos grupos tentaram cumprir a tarefa no menor tempo possível, cujo limite foi de 90 minutos.

A classificação da prova foi definida pela ordem de menor tempo na execução, premiando-se os três primeiros classificados com plantas autóctones. Assim, a cada elemento da equipa vencedora foi oferecido um azevinho, os elementos do grupo que ficou em segundo lugar receberam um carvalho e os terceiros classificados receberam medronheiros. Foram também atribuídas jovens árvores autóctones a todos os outros participantes.

Relembra-se que o principal pressuposto desta atividade foi a sensibilização da população para o grave problema das espécies invasoras lenhosas exóticas, sobretudo as acácias, que agressiva e persistentemente proliferam, impedindo a estabilidade dos espaços florestais e determinando uma rápida degradação geral do solo e da paisagem. Visou também promover a participação ativa da comunidade na preservação do património natural local, porque num contexto de alterações climáticas é urgente sensibilizar e mobilizar os proprietários florestais e cidadãos em geral para contribuírem na substituição do verde exótico pelo verde autóctone, que deve voltar a predominar no nosso território.

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Aspirante Geoparque Viana do Castelo participa na 1ª reunião presencial com o Turismo de Portugal e os Geoparques Mundiais Unesco

Decorreu hoje, em Lisboa, a primeira reunião presencial entre os Geoparques Unesco – Portugal, os Geoparques Aspirantes e o Turismo de Portugal. Após um ano e meio de intenso trabalho em rede, à distância, o grupo de trabalho reuniu-se para discutir e articular os diversos projetos conjuntos em desenvolvimento.

Esteve presente, nesta reunião com o Turismo de Portugal, o Aspirante Geoparque Viana do Castelo juntamente com os Geoparques Mundiais Unesco, Arouca, Naturtejo, Terras de Cavaleiros, Açores e Estrela bem como os Aspirantes Oeste e Algarvensis.

O Turismo de Portugal, conjuntamente com os geoparques portugueses UNESCO e mais recentemente os geoparques aspirantes, estão a desenvolver esforços para a estruturação da rede nacional de geoparques, visando a melhoria do produto e da experiência turística numa lógica de rede, o incremento de práticas de sustentabilidade, como elemento diferenciador desta oferta e também uma abordagem concertada de promoção nacional e internacional. A dinamização da rede de geoparques nacionais permitirá criar sinergias e otimizar recursos técnicos e financeiros, bem como rentabilizar, do ponto de vista da promoção e venda, a rede mundial a que os Geoparques pertencem, a qual permitirá chegar a segmentos de procura muito variados em termos de mercados emissores e interessados na temática do geoturismo.

 

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Viana do Castelo assinala o Dia Nacional da Floresta Autóctone com iniciação do programa educativo do Laboratório de Propagação de Espécies Nativas Vegetais

A Câmara Municipal de Viana do Castelo assinalou ontem o Dia Nacional da Floresta Autóctone, através da apresentação e iniciação do programa educativo do Laboratório de Propagação de Espécies Vegetais Nativas, da Rede Escolar de Ciência e Apoio à Investigação Científica, instalado na Escola Frei Bartolomeu dos Mártires do Agrupamento de Escolas de Sta. Maria Maior.
Este laboratório comporta uma estufa, na qual se iniciou ontem a reprodução de árvores autóctones. Nesta atividade estiveram presentes a Vereadora do Ambiente da Câmara Municipal e o Diretor do agrupamento de escolas de Santa Maria Maior e participaram os alunos que pertencem ao Clube de Ciências daquela escola, que, com o apoio dos professores e técnicos municipais da Divisão de Ambiente e Sustentabilidade, procederam à sementeira de 500 bolotas de carvalho alvarinho.
Os objetivos deste laboratório são dar a conhecer aos alunos as várias formas de reprodução de árvores e arbustos autóctones e sensibilizar para a importância da rearborização das nossas florestas com estas espécies, que são mais resistentes num contexto de alterações climáticas, aumentam a biodiversidade e contribuem para atenuar o impacto dos incêndios florestais.
As árvores que aqui irão ser produzidas serão destinadas a apoiar a reflorestação das áreas classificadas, das áreas afetadas por incêndios ou das zonas florestais disponíveis e que apresentem maior vulnerabilidade no concelho de Viana do Castelo.
Estas atividades de reprodução de árvores autóctones irão ter continuidade nesta estufa instalada na escola, através da disponibilização de uma jardineira municipal, que todas as semanas irá dinamizar atividades juntamente com os alunos e professores.
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Viana do Castelo promove I Eco Maratona de Montedor a 27 de novembro

No âmbito das comemorações do Dia Nacional da Floresta Autóctone, a Câmara Municipal de Viana do Castelo vai promover, a 27 de novembro, a I ECO MARATONA DE MONTEDOR. A atividade consiste numa ação de voluntariado ambiental para o controlo (arranque) de espécies exóticas invasoras instaladas no Monumento Natural do Cemitério de Praias Antigas do Alcantilado de Montedor.

A designação ECO MARATONA tem como propósito estimular o espírito competitivo e apelar à participação nesta ação de arranque de acácias jovens. Assim, esta atividade tem como objetivos principais a sensibilização do público em geral para a importância das árvores e arbustos autóctones, que devem voltar a predominar no nosso território, e visa também sensibilizar para o grave problema das espécies invasoras lenhosas, sobretudo as acácias, que agressiva e persistentemente proliferam, impedindo a estabilidade dos espaços florestais e determinando uma rápida degradação geral do solo e da paisagem.

A área definida para esta prova tem cerca de 42.195 m2 e será dividida em talhões, a serem distribuídos pelas equipas participantes compostas por 10 elementos. Para estimular o convívio e o espírito competitivo, serão atribuídos prémios aos 3 primeiros vencedores, que serão os primeiros a obterem a limpeza das acácias nos respetivos talhões. A programação da Eco Maratona inclui concentração às 9h00, partida às 9h30 e entrega de prémios pelas 12h00.

A prova será orientada pelos técnicos municipais integrados na Divisão de Ambiente e Sustentabilidade e conta com o apoio da Junta de Freguesia de Carreço. A participação é aberta a todos os cidadãos que pretendam associar-se a esta iniciativa de voluntariado, sendo disponibilizado um formulário de inscrição, com limite de 100 participantes, pela ordem de inscrição. As normas de participação da I Eco Maratona de Montedor podem ser consultadas aqui.

Num contexto de alterações climáticas, torna-se ainda mais indispensável recuperar os espaços florestais autóctones, que serão os mais resilientes aos imprevisíveis fenómenos atmosféricos e que contribuem para prevenção e progressão dos incêndios florestais, pelo que é urgente substituir o verde exótico pelo verde original deste território.

A ECO MARATONA DE MONTEDOR acontece, assim, no Monumento Natural do Cemitério de Praias Antigas do Alcantilado de Montedor, em Carreço, área em que o Município de Viana do Castelo se encontra a executar um projeto de recuperação ecológica cofinanciado pela POSEUR, para o combate às espécies invasoras ali instaladas e à reintrodução de espécies autóctones.

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Viana do Castelo celebra Semana do Mar de 15 a 21 de novembro

Entre os dias 15 e 21 de novembro, a Câmara Municipal de Viana do Castelo dinamiza a Semana do Mar, com um programa que surge no âmbito da celebração do Dia Nacional do Mar, celebrado a 16 de novembro, e que inclui iniciativas para o público em geral e para as escolas.

Assim, na segunda-feira, 15 de novembro, o programa inicia com Visitas Livres ao Centro de Mar, na ré do navio Gil Eannes, entre as 10h00 e as 13h00 e as 14h00 e as 18h00.

De 15 a 21 de novembro, serão promovidas Visitas Livres ao Instituto de Socorro a Náufragos, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, na Estação Salva-Vidas de Viana do Castelo (doca comercial), mediante marcação prévia.

Nesta semana, de 16 a 21, são dinamizadas ainda Visitas Livres ao Farol de Montedor, em Carreço, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00. A 16 de novembro, serão apresentados os trabalhos realizados no workshop “Iniciação à Fotografia”, promovido pelo Centro de Mar e fotógrafo David Tiago. No mesmo dia será inaugurada a exposição “Viana e o Mar”, no Parque Ecológico Urbano, aberto das 9h00 às 17h00.

A 19 de novembro, sexta-feira, acontece, das 10h30 às 11h30, a Aula a Bordo “Solta as amarras, é hora de velejar! – uma aventura a bordo de um veleiro”, pela Mare Vitae, destinada ao público escolar, através de transmissão online. No mesmo dia, também online, acontecem as conversas de fim da tarde “Investigação em Zonas Costeiras”, com a participação de três Unidades de Investigação que irão apresentar trabalhos desenvolvidos em Viana do Castelo.

A 20 de novembro, sessão de esclarecimento “Como utilizar o oceano de forma sustentável e circular?”, em parceria com a Associação Amigos do Mar, às 10h00, no Centro de Mar.

A 21 de novembro, poderão ser ainda realizadas visitas e experiências desportivas com clubes náuticos do concelho, no Surf Clube de Viana, Viana Remadores do Lima, Clube de Vela de Viana do Castelo e Darque Kayak Clube.

Ao longo da semana, vão também ser exibidas entrevistas realizadas pelo Centro de Mar no auditório e nas redes sociais, distribuídos kits de publicações aos visitantes e divulgados os trabalhos realizados pelas turmas inscritas no projeto “Além-Mar”.

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Viana do Castelo: Entrou em funcionamento o Observatório do Litoral Norte

Já entrou em funcionamento o Observatório do Litoral Norte (OLN) – Laboratório Colaborativo Municipal para o Conhecimento do Mar de Viana do Castelo, o primeiro CoLab municipal do país. A abertura do novo equipamento municipal corresponde a uma aposta do Município na literacia científica, sendo que o Observatório se assume como centro de recursos da literacia marítima.

Este projeto começou a ser desenvolvido em 2017 e constitui-se como a primeira estrutura do país com este modelo funcional. No Conselho Científico do Observatório estará representada a autarquia, bem como o consórcio científico que colabora ativamente na conceção daquele espaço, nomeadamente o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, o Instituto para a Biossustentabilidade da Universidade do Minho e o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto. Este órgão pretende incorporar, a médio prazo, empresas de referência na área das Ciências do Mar, dando corpo ao BlueLivingLab de Viana do Castelo.

 

O Observatório do Litoral Norte é um equipamento de valorização turística e educativa dos valores naturais e culturais patrimoniais do Mar de Viana do Castelo (ambiente marinho – infralitoral ao intertidal; e de transição – praia e duna), mas também de promoção e aprofundamento do conhecimento científico no domínio científico e/ou temático do Mar. Para além da promoção da Literacia do Mar, pretende reforçar o esforço de investigação no concelho e contribuir para a aproximação dos cientistas às comunidades escolares e à população.

 

A produção científica que se espera reforçar por via do Observatório do Litoral Norte permitirá a contínua atualização dos conteúdos disponibilizados, dotando esta infraestrutura de um caracter dinâmico.

 

O Observatório do Litoral Norte está dotado de uma área de acolhimento aos visitantes, uma zona de consulta de publicações sobre os domínios do Mar, uma galeria de exposição temporária, uma zona expositiva de carácter interativo e uma área de trabalho apetrechada com equipamentos científicos de ponta, nomeadamente microscópios e câmaras de microscopia, e veículos e equipamentos submarinos fundamentais para a aquisição de novos dados com potencial para o desenvolvimento de novos conhecimentos e aplicações. Estes equipamentos serão operados pelos cientistas no desenvolvimento das suas atividades de investigação, mas também em atividades de contacto e interação direta com a população e as comunidades educativas.

O Observatório do Litoral Norte funciona para apoio às comunidades educativas, presencialmente, através de e-mail (rmn.oln@cm-viana-castelo.pt) ou telefone (258 809 325), com oferta educativa nos temas do mar, na plena resposta aos projetos educativos e na interação com os cientistas das instituições do consórcio que compõem o conselho científico do observatório. O Observatório do Litoral Norte está aberto de terça-feira a domingo (à segunda-feira encerra para manutenção ao aquário central e tanque de ensaios). O horário de inverno, em vigor dentro de algumas semanas, é das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00.

 

FONTE: Rádio Geice

 

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Oferta educativa do Geoparque Viana do Castelo presente no guia “Serviços Educativos – Recursos presenciais e não presenciais / Ano letivo 2020-2021” do Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal

Foi publicado, no início deste mês, o guia “Serviços Educativos – Recursos presenciais e não presenciais / Ano Letivo 2021 – 2022” do Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal, no qual poderá encontrar a oferta educativa do Geoparque de Viana do Castelo. Este guia de ofertas segue os Programas e Metas Curriculares da Direção-Geral da Educação (DGE) visando docentes e alunos de vários níveis de ensino.

O Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal é uma iniciativa promovida pela Direção Geral de Energia e Geologia – DGEG, do Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, e pela Empresa de Desenvolvimento Mineiro SA – EDM e de trinta e oito outras entidades, entre eles a Câmara Municipal de Viana do Castelo, através do Geoparque Litoral de Viana do Castelo, os geoparques nacionais, Centros de Ciência Viva, Museus, entre outros.

Dada a sua importância mineira e geológica, patente nos Monumentos Naturais Locais e sítios da geodiversidade, o Geoparque tornou-se parceiro do Roteiro de Minas após participação e intervenção realizada em junho de 2019, no âmbito do 10º Encontro Anual de Parceiros.

Este guia pretende continuar a dar resposta às necessidades das escolas na organização de visitas de campo e na promoção de outras experiências formativas, tendo sempre em conta os cuidados de saúde e segurança a ter perante a situação pandémica atual, apresentando também um capitulo de atividades não presenciais. Tem ainda como objetivos, contribuir para o desenvolvimento local através de iniciativas de salvaguarda e rentabilização do património geológico e mineiro, e a promoção do conhecimento científico nas áreas em que essas entidades intervêm.

Neste contexto, é apresentado no guia de serviços educativos do Roteiro de Minas um variado leque de atividades presenciais e não presenciais para o ano letivo 2021-2022, com o apoio da DGE na divulgação desta oferta educativa pelos estabelecimentos.

A oferta educativa do Geoparque Viana do Castelo pode ser encontrada nas páginas 83 – 88 e consultada aqui.

Para mais informações aceda a www.roteirodeminas.pt

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Câmara Municipal promove ciência nas escolas

Abriu ontem à comunidade escolar o núcleo museológico dedicado aos mineiros e minérios – Porta da Arga –, numa sessão que contou com a presença do professor Carlos Fiolhais, que proferiu uma apresentação sobre “Viver a Ciência nas Escolas”. A iniciativa, que assinalou também a abertura do ano letivo, integra a política de aposta da autarquia de Viana do Castelo na Ciência nas escolas.

Assim, a Porta de Arga pode ser visitada no recinto da escola sede do Agrupamento de Escolas de Arga e Lima, em Lanheses. Este equipamento, conjuntamente com a Porta do Atlântico (localizada na costa – Praia Norte) e a Porta de Neiva (localizada na margem esquerda do Lima – Vila de Punhe), constitui a rede de portas do Aspirante UNESCO Geoparque Viana do Castelo.

Dedicado ao tema dos Mineiros e Minérios, quem visita este espaço pode experienciar uma reprodução do ambiente interior de uma mina e apreciar os testemunhos da atividade de mineração que decorreu nesta área do território durante a Idade dos Metais, o período Romano e na contemporaneidade, entre 1876 (Mina de Sr. do Socorro – Torre) e 1968.

Dos registos preservados nesta Porta, destaca-se o enquadramento histórico da atividade, os minérios explorados e as suas caraterísticas, os utensílios e ferramentas usados na lavra, bem como o testemunho documental direto, em vídeo e fotografia, dos e das mineiras.

Adicionalmente, e por se tratar da porta do Geoparque da margem direita do rio Lima, os visitantes poderão planear a visita àquela área do território de Viana do Castelo, utilizando a mesa interativa ou os óculos de realidade virtual, bem como o planeador, podendo imergir nos monumentos naturais, nas zonas especiais de conservação, nos arqueossítios e nas centenas de elementos culturais patrimoniais inventariados nas freguesias da margem direita, como os fontanários, os pelourinhos, as igrejas e as capelas ou alminhas, e nas propostas gastronómicas.

A Porta de Arga está aberta de segunda-feira a Sábado, das 9h00 às 17h00 e Domingos entre as 10h00 e as 13h00.

Em junho passado já tinha sido inaugurada a Porta do Neiva, situada em Vila de Punhe, tendo como tema “Do Mel ao Caulino”. Esta porta permite aos visitantes conhecer os sítios da geodiversidade do Vale do Neiva, como os troncos fósseis de Juniperoxylon pachyderma e as áreas classificadas locais, nomeadamente os monumentos naturais, a Zona Especial de Conservação da Rede NATURA2000 Litoral Norte e os arqueossítios, como o Castro de Roques.

Para além da promoção do património identitário da margem esquerda da Ribeira Lima, a Porta pretende ainda incentivar à visitação do restante território – Geoparque, reforçando ao turismo sustentável, e sensibilizar à importância na proteção e conservação dos elementos naturais, e culturais classificados.

Na Porta do Neiva está patente o tema do Mel ao Caulino, suportado numa área de exposição interativa com cerca de 70 m2 e um programa educativo articulado com os agrupamentos escolares através das Equipas Promotoras para a Diferenciação e a Flexibilidade Curricular, um projeto pioneiro da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

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Secretária de Estado do Turismo na abertura do I Congresso Internacional de Equinologia e Turismo Equestre

O I Congresso Internacional de Equinologia e Turismo Equestre iniciou esta quinta-feira com uma sessão de abertura no Auditório Professor Lima de Carvalho do Instituto Politécnico de Viana do Castelo que contou com a presença da Secretária de Estado do Turismo e que evidenciou a importância de defender o garrano, a Serra d’Arga e os produtos endógenos da região.

A Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, defendeu que o turismo “é um setor suficientemente generoso para poder abranger sinergias com variados setores de atividade”. “O turismo tem a particularidade de valorizar o que é bom, o que é nosso, e o turismo equestre e o garrano têm essa importância e merecem ser valorizados”, frisou.

A governante realçou que o projeto Vilas e Aldeias Equestres entre Arga e Lima, que une os municípios de Viana do Castelo, Caminha e Ponte de Lima, “mereceu, desde o primeiro momento, o apoio do Turismo de Portugal”, assumindo que “o turismo equestre tem todas as caraterísticas para promover o ‘cross-selling’ (venda cruzada) com outros produtos turísticos, como a gastronomia, o enoturismo, o turismo médico e o turismo desportivo”.

Também o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, destacou o facto de os três municípios estarem a trabalhar em prol da Serra d’Arga, do cavalo garrano e dos produtos endógenos.

“Este é um Congresso que vai contar com a participação de inúmeras entidades, com um programa bastante rico do ponto de vista científico. Pretendemos consolidar a importância que o garrano tem do ponto de vista genético, do ponto de vista patrimonial e cultural para o território”, defendeu o edil, considerando que a proteção do garrano é uma prioridade para a região e para o país.

“Estamos muitos gratos aos produtores e criadores pelo vínculo de confiança e pelo trabalho que têm feito na preservação e defesa do cavalo garrano”, frisou José Maria Costa, considerando que este equídeo é um valioso produto endógeno que pode e deve potenciar o turismo local.

O Presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Carlos Rodrigues, referiu que este Congresso “é um bom exemplo daquilo que pode ser feito para promoção do nosso cavalo garrano e dos produtos endógenos da região”.

O I Congresso Internacional de Equinologia e Turismo Equestre decorre em Viana do Castelo de 1 a 3 julho, presencialmente e através dos meios digitais, reunindo mais de quatro dezenas de investigadores de sete países distintos – Portugal, Espanha, França, Japão, Turquia, Estados Unidos da América e Austrália – que lideram trabalhos pioneiros no estudo, conservação e valorização de equinos e das suas relações ecossistémicas e com o Homem. O evento conta com a participação, por videoconferência, de Jane Goodall e de Tetsuro Matsuzawa, referências mundiais em primatologia e conservação da natureza.

Este Congresso, interdisciplinar, centra-se em cinco eixos temáticos: ecologia e etologia de equídeos (cavalos, burros, zebras, híbridos, cavalo Przewalski); linguagem, inteligência e cognição de equídeos; interações humanas e equinas; equinos, turismo e desenvolvimento; e património equestre material e imaterial.

A primatologia ofereceu as bases teóricas e metodológicas para o estudo dos equinos, através de uma rede de parceria entre a Universidade de Quioto e a Universidade de Sorbonne Nouvelle Paris III, concretizada através do professor Carlos Pereira, presidente fundador do Instituto do Cavalo e da Equitação Portuguesa em Paris e cofundador do Projeto Horse Cognition.

O I Congresso Internacional de Equinologia e Turismo Equestre é promovido pelo Município de Viana do Castelo, ao abrigo do projeto Vilas e Aldeias Equestres entre Arga e Lima, cofinanciado pelo Turismo de Portugal e conta com o apoio dos Municípios de Caminha e Ponte de Lima, parceiros deste projeto, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e da Entidade Regional de Turismo Porto e Norte.

 

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Câmara Municipal concluiu II Semana Municipal de Combate à Vegetação Invasora

Viana do Castelo concluiu a II Semana Municipal de Combate à Vegetação Invasora, no âmbito da Estratégia Municipal para a Conservação da Natureza – Agenda de Ambiente e Biodiversidade -, tendo sido realizadas várias atividades para erradicação e controlo, e disponibilizados documentos informativos relacionados com o tema.

A semana iniciou com a participação do CNE – Corpo Nacional de Escutas, contando com a intervenção de mais de 80 escuteiros de companhias do distrito que intervieram em mais de 4 hectares de áreas invadidas por acácia-de-espigas (Acacia longifolia) e chorão-das-praias (Carpobrotus edulis), essencialmente no cordão dunar das freguesias de Castelo de Neiva e de Darque (Cabedelo).

No decorrer da II Semana Municipal de Combate à Vegetação Invasora foi lançado o 2º tomo dos Cadernos de Ambiente e Biodiversidade, intitulado “Recuperação Ecológica de 5 Áreas Classificadas”, que reúne informação do projeto que se encontra a decorrer desde 2019, cofinanciado pelo POSEUR, nomeadamente as iniciativas cumpridas e previstas cumprir em cada um daqueles locais. Pode ser descarregado gratuitamente em https://lm.redeescolardeciencia.pt/biblioteca/ii-tomo-dos-cadernos-de-ambiente-e-biodiversidade-recuperacao-ecologica-de-5-areas-classificadas/

No âmbito dos contratos de corresponsabilização da manutenção ecológica de áreas classificadas, outorgados entre a Câmara Municipal e 27 empresas parceiras, foram programadas e realizadas durante a II Semana Municipal atividades com a empresa PAGROUP (responsável pelo Monumento Natural das Dunas Trepadoras do Faro de Anha) e a Borgwarner (responsável pelo Monumento Natural das Cascatas do Poço Negro). As empresas Baltor e Lets go, responsáveis pelo Monumento Natural do Canto Marinho, viram as suas atividades adiadas por motivos de intempérie, tendo sido reagendadas para a próxima semana.

Importa recordar que as intervenções de recuperação ecológica que se pretendem realizar, no valor global de 530 mil euros, preveem ações de erradicação e controlo de espécies exóticas, principalmente de Acacia dealbata (Mimosa), Acacia longifolia (Acácia-de-espigas) e Acacia Melanoxylon (Austrália), Carpobrotus edulis (chorão das praias), Arundo donax (cana gigante), Trandescantia fluminencis (erva-da-fortuna ou tradescância) e Cortaderia selloana (erva das pampas ou plumas).

O programa de reabilitação ecológica inclui ainda um plano de monitorização a 5 anos para garantir a perenidade do sucesso da intervenção e ações de promoção de literacia científica à população e a densificação da estratégia de Ciência Cidadã do Município, alargando a plataforma Bioregisto à cartografia de vegetação invasora, em colaboração com o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra (invasoras.pt).

Complementarmente, estão previstas ações de plantação nas áreas a intervencionar ecologicamente, nomeadamente espécies nativas como o Carvalho, o Pinheiro, o Pilriteiro, a Azinheira, a Bétula ou a Urze, entre outras, no âmbito do Ano Municipal da Recuperação da Floresta Nativa Portuguesa, atualmente em curso.

O programa de reabilitação ecológica de 5 Monumentos Naturais foi realizado com a colaboração das Juntas de Freguesia de Afife, Carreço, Darque, Vila Nova de Anha e de Santa Marta de Portuzelo, e ainda com as Uniões de Freguesia de Mazarefes e Vila Fria e União de Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela. Foram igualmente parceiras a Associação de Caçadores de Vila Nova de Anha e a Comissão Diretiva dos Baldios da Montaria.

Fonte:http://www.cm-viana-castelo.pt/pt/noticias/camara-municipal-concluiu-ii-semana-municipal-de-combate-a-vegetacao-invasora

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Viana do castelo: parque da cidade abriu hoje ao público

O Parque Ecológico Urbano de Viana do Castelo abriu ao público este sábado, Dia Mundial do Ambiente, após 13 anos de sucessivos adiamentos.

A Câmara de Viana do Castelo informou que “o espaço com cerca de 20 hectares estará aberto entre as 08:00 e as 20:00 de terça-feira a domingo”.

“A lotação máxima de utilizadores em simultâneo é de 300 pessoas, por forma a cumprir as normas da Direção Geral da Saúde (DGS) e a capacidade de carga daquele ecossistema”, refere a autarquia na publicação.

O Parque Ecológico Urbano de Viana do Castelo (PEUVC) foi inaugurado em março de 2008 e, desde então, recebe apenas visitas guiadas para grupos, restrição contestada há anos, quer pelos partidos da oposição quer pela população local.

Situado junto ao rio Lima, na zona da caldeira de marés das antigas Azenhas Dom Prior, aquele parque é uma das obras emblemáticas do Programa Polis, que investiu dois milhões de euros na recuperação daquela área.

O regulamento do espaço foi aprovado em 2020.

O PEUVC “é um espaço dedicado ao recreio e lazer, e a atividades de educação ambiental, e de investigação científica e conservação da natureza, integrado no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA)”.

O regulamento refere que o espaço funcionará “de terça-feira a domingo”.

Naquele documento, a autarquia da capital de distrito define que o acesso ao PEUVC “poderá estar sujeito ao pagamento de uma tarifa cujo valor é fixado pela Câmara.

Os utilizadores “poderão ser distinguidos por categorias, entre elas a de Público, Amigo do Parque ou de Empresa Amiga, destinada a todas as entidades coletivas que contribuam com um donativo ou que patrocinem atividades, eventos específicos ou ações de melhoria do PEUVC”.

É ainda criada a figura do “Benfeitor” do PEUVC, para distinguir “toda a pessoa singular que contribuir com um donativo”.

O PEUVC integra a Rede Portuguesa de Estações da Biodiversidade e é o primeiro Parque de Halófitas em Portugal.

Recebeu o Prémio Nacional de Arquitetura Paisagista, na categoria de Parques e Jardins, em 2009, cujo projeto é da autoria da arquiteta Ana Barroco.

Em 2011, recebeu uma menção honrosa na categoria de Melhor Serviço de Extensão Cultural dos Prémios APOM 2011, atribuídos pela Associação Portuguesa de Museologia.

Fonte: https://radioaltominho.sapo.pt/noticias/viana-do-castelo-parque-da-cidade-abriu-hoje-ao-publico/

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Apresentação do I Congresso Internacional de Equinologia e Turismo Equestre

A Câmara Municipal de Viana do Castelo apresenta, no próximo dia 05 de junho, às 18 horas, no Paço de Lanheses, o I Congresso Internacional de Equinologia e Turismo Equestre e lança, em simultâneo, as Atas dos Seminários do Projeto Percursos do Homem e do Garrano. O evento contará com a presença de Carlos Pereira da Universidade Sobornne Nouvelle, dos autarcas de Viana do Castelo, Caminha e Ponte de Lima e integra um painel moderado pelo jornalista Abel Coentrão sob o tema “Garrano: apostar no cavalo certo”.

Na sessão, será assim apresentado o I Congresso Internacional de Equinologia e Turismo Equestre, que constitui um marco decisivo na consolidação da Equinologia enquanto verdadeira ciência dos equídeos, promovendo o fortalecimento das redes de investigação e dos espaços de comunicação transdisciplinar. De sublinhar que Viana do Castelo e o Alto Minho se posicionam, assim, como territórios de investigação e conhecimento sobre equinos, potenciando a preservação e valorização dos espaços de montanha onde habitam as manadas do último cavalo selvagem da Europa: o garrano.

O Congresso, a decorrer entre 01 e 03 de Julho, pretende acolher, agregar e incentivar uma rede de investigação científica internacional e, a partir desta, consolidar um destino equestre alicerçado na ciência, no conhecimento e no património é a fórmula inédita do Município de Viana do Castelo, líder nacional da promoção do turismo científico. Promovido pelo Município de Viana do Castelo, ao abrigo do projeto Vilas e Aldeias Equestres entre Arga e Lima, cofinanciado pelo Turismo de Portugal, conta com o apoio dos Municípios de Caminha e Ponte de Lima, parceiros deste projeto, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e da Entidade Regional de Turismo Porto e Norte. A sua Comissão Científica integra investigadores filiados em 9 universidades, de quatro países distintos, Portugal, Espanha, França e Japão, nomeadamente a Universidade do Minho, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Universidade de Santiago de Compostela, a Universidade A Coruña, a Universidade de Valencia, a Universidade de Sorbonne Nouvelle, a Universidade de Paris VIII e a Universidade de Quioto.

Este evento científico de expressão internacional contará com a intervenção de mais de duas dezenas de investigadores que lideram trabalhos pioneiros no estudo, conservação e valorização de equinos e das suas relações ecossistémicas e culturais. O fortalecimento da dinâmica científica internacional de estudo dos equídeos é fundamental para promover a conservação de espécies equinas ameaçadas, assim como para inspirar e orientar políticas locais, regionais, nacionais e internacionais. O programa científico alicerça-se em cinco eixos principais: i. Ecologia e etologia de equídeos (cavalos, burros, zebras, híbridos, cavalo Przewalski); ii. Linguagem, inteligência e cognição de equídeos; iii. Interações humanas e equinas; iv. Património equestre material e imaterial; v. Equinos, turismo e desenvolvimento.

Também no dia 5 de junho, serão apresentadas as Atas que consubstanciam os resultados dos dois seminários organizados em 2017 e 2018, ao abrigo do projeto Percursos do Homem e do Garrano. Atendendo ao inegável valor dos contributos apresentados nestes encontros, o Município de Viana do Castelo decidiu torná-los acessíveis a todos quantos se interessam pelo estudo do garrano do ponto de vista genético, ecossistémico e histórico-cultural.

Esta obra constitui uma referência para a compreensão da expressão ambiental e etnográfica da presença do garrano nos sistemas montanhosos do noroeste ibérico, integrando temáticas tão diversas como o comportamento e as relações ecológicas dos garranos semisselvagens, o que nos desvendam os equídeos inscritos em gravuras rupestres no território do Alto Minho, a importância cultural da equitação de tradição portuguesa e os desafios de conservação e valorização da raça garrana como património ambiental e cultural.

Fonte: http://www.cm-viana-castelo.pt/pt/noticias/apresentacao-do-i-congresso-internacional-de-equinologia-e-turismo-equestre

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Câmara Municipal e Junta de Vila de Punhe inauguram Portas do Neiva do Aspirante UNESCO Geoparque Viana do Castelo

O executivo municipal inaugurou a Porta do Neiva do Geoparque de Viana do Castelo, um dos três centros de acolhimento turístico-educativo e vocacionado para a valorização do património identitário da margem esquerda do Rio Lima. Situada em Vila de Punhe, a Porta do Neiva tem como tema “Do Mel ao Caulino” e foi alvo de uma candidatura ao Programa Operacional Norte 2020 a cargo da Junta de Freguesia de Vila de Punhe.

A Porta do Neiva do Aspirante UNESCO Geoparque Viana do Castelo representa um investimento de 65 mil euros e permite aos visitantes conhecer os sítios da geodiversidade do Vale do Neiva, como os troncos fósseis de Juniperoxylon pachyderma, e as áreas classificadas locais, nomeadamente os monumentos naturais, a Zona Especial de Conservação da Rede NATURA2000 Litoral Norte e os arqueossítios, como o Castro de Roques.

Para além da promoção do património identitário da margem esquerda da Ribeira Lima, a Porta pretende ainda incentivar à visitação do restante território – Geoparque, reforçando ao turismo sustentável, e sensibilizar à importância na proteção e conservação dos elementos naturais, e culturais classificados.

Na Porta do Neiva está patente o tema do Mel ao Caulino, suportado numa área de exposição interativa com cerca de 70 m2 e um programa educativo articulado com os agrupamentos escolares através das Equipas Promotoras para a Diferenciação e a Flexibilidade Curricular, um projeto pioneiro da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

A Porta do Neiva será portanto um equipamento para promoção da identidade do Vale do Neiva e de Viana do Castelo, e para a valorização dos produtos endógenos do Vale do Neiva, como o Mel da área apícola com maior tradição e implantação no concelho de Viana do Castelo, onde são reconhecidas são conhecidas importantes manchas de flora melífera (Alnus sp., Betula sp., Castanea sp., Eucalyptus sp., Ilex sp., Pinus sp., Quercus sp., Salix sp., entre outras) e o Caulino (e outros inertes) que são o resultado de uma história geológica única e complexa (Formação de Alvarães) com elevado impacto socioeconómico (ex. produção de telha, faianças e porcelana).

De referir que o Geoparque Viana do Castelo é reconhecido desde setembro de 2017 pelo Fórum Português de Geoparques da UNESCO como membro aspirante à rede mundial de geoparques da UNESCO. A missão do Aspirante UNESCO Geoparque Viana do Castelo é garantir a proteção e conservação do património natural e cultural, com ênfase no património geológico e no seu interesse geocultural, promovendo a sua efetiva valorização educativa e turística.

O Geoparque Viana do Castelo integra três Portas, que constituem a Rede de Portas do Geoparque de Viana do Castelo, cada qual representativa de um setor-território e destinadas à sua divulgação e promoção: (1) a Porta do Atlântico – Observatório do Litoral Norte, responsável pela valorização do setor costeiro de Viana do Castelo; (2) a Porta do Neiva – Museu do Mel e do Caulino, responsável pela valorização do setor marginal-sul do rio Lima e (3) a Porta das Argas – Museu do Património Mineiro das Argas, responsável pela valorização do setor marginal-norte do rio Lima.

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Autarquia inaugura 8º laboratório da Rede Escolar de Ciência em colaboração com Agrupamento de Escolas de Santa Maria Maior

A Câmara Municipal de Viana do Castelo inaugurou ontem o Laboratório de Propagação Vegetal de Espécies Nativas, o 8º laboratório da Rede Escolar de Ciência e de Apoio à Investigação Científica, instalado na Escola EB2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires. O laboratório conta também com a primeira Jardineira Escolar do concelho.

Esta é uma unidade destinada à produção de espécies nativas de porte arbóreo, como o Carvalho, o Medronheiro, o Pinheiro ou o Salgueiro, mas também outras do estrato arbustivo como a Armeria pubigera, planta endémica da costa noroeste da Península Ibérica e que está classificada como vulnerável no Livro Vermelho da Flora Vascular Portuguesa.

Segundo o Vereador do Ambiente do Município, Ricardo Carvalhido, este Laboratório é cumulativamente uma unidade de promoção da educação e da literacia em ambiente escolar, para a conservação da natureza, mas também uma estrutura funcional de retaguarda ao programa de Recuperação Ecológica de Áreas Classificadas de Viana do Castelo, em curso, que está a erradicar a vegetação exótica invasora, substituindo-a por vegetação nativa.

Prevendo-se a produção anual de 10 a 15 mil plantas que irão renaturalizar os 13 Santuários da Natureza e da Cultura de Viana do Castelo, o Laboratório de Propagação Vegetal de Espécies Nativas contará com a presença diária da Jardineira Escolar, que ficará responsável pela dinamização do projeto educativo daquele laboratório.

Este documento fundacional, que está a ser elaborado numa colaboração entre o Agrupamento de Escolas de Santa Maria Maior, o Gabinete Florestal, o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental e o Gabinete de Gestão de Áreas Classificadas da Câmara Municipal, pretende estabelecer a educação para a conservação dos solos enquanto recurso natural patrimonial e insubstituível, e das espécies vegetais nativas, cuja conservação, para além da garantia do fundo genético autóctone, é também essencial para a conservação da fauna e uma garantia de ecossistemas equilibrados.

O Presidente da Câmara Municipal, José Maria Costa, relembrou que este é o 8º laboratório daquela que é a primeira Rede Escolar de Ciência e de Apoio à Investigação Científica do país e que envolveu desde 2018, 320 turmas, mais de 7.500 alunos e 520 professores.

A Rede Escolar de Ciência já permitiu a realização de 150 atividades laboratoriais e mais de 160 saídas de campo, que implicaram mais de 10 mil kms de distância percorrida em autocarros disponibilizados pelo Município.

A Rede Escolar de Ciência e de Apoio à Investigação Científica é constituída por 7 unidades laboratoriais instaladas nas escolas sede de agrupamento: Laboratório de processamento de amostras em sedimentologia, Laboratório de sondagem mecânica e geofísica, Laboratório de Comunicação de Ciência, Laboratório de processamento de amostras em petrologia, Laboratório de Microscopia e Petrografia, Laboratório de Fotogrametria e Laboratório da Memória.

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Montaria acolheu Seminário que valoriza Garrano enquanto produto de turismo equestre

A Câmara Municipal de Viana do Castelo promoveu, ontem, na freguesia da Montaria, o seminário “O Garrano é inteligente Seminário de Equinologia e Turismo Equestre?”, que contou com a colaboração de especialistas nacionais e internacionais.

Este encontro realizou-se no âmbito dos projetos de investigação científica internacional sobre equinologia, linguagem, cognição e interações, em desenvolvimento em Viana do Castelo, assentes na observação dos garranos que habitam na Serra d’Arga em regime semisselvagem.

O programa do seminário integrou dois painéis que abordaram temáticas como a escola no território do garrano, a equinologia, a linguagem, a cognição, as interações Homem-Cavalo, o turismo científico e o turismo equestre, abrindo novos caminhos de valorização do Garrano. Pretendeu-se, assim, disponibilizar todo o conhecimento sobre o Garrano, enquanto património natural e cultural, resultante destes projetos, aos agrupamentos escolares do Município, visando o enriquecimento dos currículos do ensino básico e secundário, no âmbito dos projetos de diferenciação e flexibilidade curricular.

Na sessão de encerramento, o Presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, valorizou este produto de turismo equestre da Serra d’Arga, informando os presentes que o próximo vídeo publicitário da entidade regional terá uma referência ao garrano.

Recorde-se que estes estudos sobre os garranos se iniciaram em 2015 por investigadores das universidades de Kyoto e Paris Sorbonne Nouvelle, entidades com as quais a Câmara Municipal de Viana do Castelo celebrou um primeiro protocolo de colaboração em 2016.

No sentido de dar continuidade a essas investigações e aprofundar o desenvolvimento de uma nova ciência, a equinologia, foi celebrado no dia 21 de janeiro deste ano um novo protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal, a Junta de freguesia de Montaria, o Instituto do Cavalo e da Equitação Portuguesa e a associação O caminho do Garrano. Os objetivos deste protocolo são a criação do primeiro Laboratório Internacional de Investigação em Equinologia, com sede em Viana do Castelo. Em paralelo, pretende-se assegurar uma estratégia de consolidação do destino equestre no território através da execução de um novo projeto de turismo designado Vilas e Aldeias Equestres entre Arga e Lima, que resulta de uma candidatura apresentada ao Turismo de Portugal, numa parceria entre os municípios de Viana do Castelo, Ponte de Lima e Caminha e cujo epicentro é a Serra d’Arga.

 

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Câmara Municipal lança APP e sítio da internet do programa Geoparque Viana do Castelo

A Câmara Municipal de Viana do Castelo lançou hoje a APP e sítio da internet do programa Geoparque Viana do Castelo, uma iniciativa de Smart Tourism e Smart Education que conjuga a proteção e conservação do património, a educação, o turismo e a tecnologia.

O Geoparque Viana do Castelo passa, assim, a estar oficialmente pronto para acolher turistas, no culminar do projeto promovido pelo Município que dotou o território de condições inovadoras e tecnológicas para a conservação e fruição turística do património geológico diferenciado deste território. É também uma ferramenta dedicada a robustecer o trabalho de flexibilidade dos professores dos nossos agrupamentos escolares.

A APP Geoparque Viana do Castelo pode ser descarregada gratuitamente através da APPStore (durante esta semana é lançada a versão para dispositivos móveis Android), permitindo ao utilizador conhecer a localização dos vários elementos patrimoniais, nomeadamente os Monumentos Naturais, as Zonas Especiais de Conservação da Rede Natura2000, os Sítios da Memória, os Arqueossítios e a Viana Subaquática.

É também facilitada informação textual, fotografias panorâmicas e em 3D, vídeos informativos, e também um planeador para apoiar o utilizador quanto às atividades que pode desenvolver, onde comer e onde dormir.

A APP dispõe ainda de um módulo de Realidade Aumentada, que permite ao visitante observar a paisagem envolvente com a câmara do seu telefone e, durante essa utilização, ser informado do que está a observar. Por outro lado, o mecanismo de geofencing permite quantificar o tempo em que o utilizador passa junto de um determinado recurso que, complementado com a funcionalidade de avaliação da visita, permite recolher fortes ‘inputs’ para a medição do interesse turístico dos recursos que integram o Geoparque. O sítio da Internet, que conjuga várias destas valências, pode ser acedido a partir de www.geoparquelitoralviana.pt

O Município passa, segundo o Vereador do Ambiente, Ricardo Carvalhido, a dispor de um novo produto turístico e educativo que soube compatibilizar as tendências de Smart Destination e Smart Education com as oportunidades trazidas pelas Tecnologias da Informação.

Este projeto conta já com 15 anos de desenvolvimento e com a colaboração de diversas instituições e personalidades. Destaca-se o papel das 27 Juntas e Uniões de Freguesia e dos 7 agrupamentos de escolas de Viana do Castelo, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e de outras instituições de ensino superior (Universidade do Minho, CIIMAR-UP, Universidade de Coimbra, MARE), do Fórum Português de Geoparques da UNESCO, da Associação Empresarial de Viana do Castelo e dos técnicos municipais.

Esta aplicação pretende assumir-se como uma oferta turística diferenciadora, que provoque emoções positivas no público e que o fidelize. Pretende também contribuir para que os professores tenham as melhores condições para ensinar através de estratégias diferenciadoras e em flexibilidade curricular, assente no nosso património identitário, complementando todo o caminho que tem sido trilhado nos últimos 4 anos, com a criação de dois ícones nacionais – a Rede Escolar de Ciência e as Equipas de Diferenciação e Flexibilidade Curricular de Agrupamento.

Recorde-se que o Geoparque Litoral de Viana do Castelo estende-se por mais de 320 km2 e é reconhecido, desde setembro de 2017, pelo Fórum Português de Geoparques da UNESCO como membro aspirante à rede mundial. O programa já decorre desde 2005, com o desenvolvimento de um extenso trabalho de inventariação e classificação dos recursos patrimoniais, que decorreu por 7 anos, do trabalho de classificação legal dos 13 monumentos naturais (2012-2018) e da valorização e densificação das ferramentas dedicadas aos Agrupamentos Escolares – Rede Escolar de Ciência e as Equipas de Promotoras da Diferenciação e Flexibilidade Curricular.

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Viana do Castelo cria banco com baldios para “anular” emissões de carbono de empresas

A Câmara de Viana do Castelo está a implementar um Banco de Carbono dos Baldios, considerado uma “estrutura pioneira no país” que pretende “descarbonizar a atividade industrial das empresas instaladas nos parques empresariais do concelho”.

“Viana do Castelo tem um tecido empresarial ativo e em franco crescimento. E sabemos que o crescimento empresarial tem impacto na atmosfera, através da emissão de gases, alguns com potente efeito de estufa, induzindo o aquecimento do ar. As empresas conhecem essas produções, nomeadamente de dióxido de carbono, um dos gases de estufa, e estão empenhadas em garantir a neutralidade em termos de libertação de carbono para a atmosfera. Como se consegue isso? Plantando”, explicou hoje à Lusa o vereador do Ambiente e Biodiversidade.

Contactado pela Lusa a propósito de uma nota hoje divulgada à imprensa pela autarquia da capital do Alto Minho, Ricardo Carvalhido explicou que “as árvores, as rochas carbonatadas do fundo oceânico e os animais marinhos de concha são os sumidouros de carbono do planeta”.

“Retém este gás, retirando-o do ar. Portanto, estamos a criar uma bolsa de carbono nos baldios que permitirá às empresas sediadas nas nossas áreas empresariais e outras instituições anularem as emissões de carbono que libertam em resultado da sua atividade que também é necessária”, destacou.

O novo projeto “nasce de uma parceria entre os pelouros do Ambiente, de Ricardo Carvalhido, e do Desenvolvimento Económico, de Luís Nobre, a Comissão de Baldios e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC)”.

Segundo Ricardo Carvalhido, “neste momento os 13 órgãos de gestão (nove conselhos diretivos de baldios e quatro juntas de freguesia) já estão a identificar as áreas que constituirão o fundo de carbono”.

“A segunda etapa que iniciaremos logo de seguida é a tipificação ou caracterização dessas áreas e das necessidades que implicarão o seu uso. Queremos perceber se essas áreas estão ocupadas por vegetação exótica que é necessário erradicar, se são áreas que não tem vegetação, mas que requerem preparação de terreno, ou se são áreas que precisam de criação de acessos”, especificou.

Segundo Ricardo Carvalhido, o trabalho atualmente em curso pretende “identificar os espaços elegíveis para posterior caracterização”.

“Estes dois passos é que criam formalmente o Banco de Carbono dos Baldios, em linha com o Roteiro para a Neutralidade Carbónica da economia portuguesa 2050, lançado pelo Governo”, adiantou.

Aquele roteiro “visa atingir a neutralidade carbónica em 2050 através do reforço da capacidade de sequestro de carbono pelas florestas e por outros usos do solo”.

“A implementação desta estratégia, no entender da Câmara Municipal, e aliada às áreas baldias do concelho, poderá constituir-se, de futuro e com a cimentação de regras e princípios, como um dos elementos do mercado voluntário de carbono do país e contribuir decisivamente para a alteração do perfil ecológico da floresta, incrementando o seu valor genético e dos ecossistemas, e a redução dos incêndios florestais”, sustenta a nota hoje divulgada pela autarquia.

A Comissão Municipal de Baldios de Viana do Castelo iniciou funções em março de 2019, por altura do Ano Municipal para a Recuperação da Floresta Nativa Portuguesa, reunindo trimestralmente.

Fonte: AGROPORTAL

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Lançado primeiro tomo dos Cadernos de Ambiente e Biodiversidade de Viana do Castelo

Foi ontem lançado o primeiro tomo dos Cadernos de Ambiente e Biodiversidade de Viana do Castelo. Segundo o Vereador do Ambiente, Ricardo Carvalhido, esta nova publicação municipal constitui um novo instrumento da Câmara Municipal que tem por principal objetivo criar proximidade entre as equipas técnicas municipais e o cidadão, e constituir-se como um veículo promotor da educação e da literacia nos temas da Natureza, tendo em vista a sua proteção e conservação, e a manutenção dos serviços dos ecossistemas essenciais à vida.

Nesta primeiro tomo é abordada a temática das Invasões Biológicas Vegetais, são apresentadas as espécies consideradas nesta categoria e que mais afetam Viana do Castelo, e apresentadas as metodologias adequadas à sua erradicação e controlo. Por último, é apresentada a ferramenta BioRegisto e explicada de que forma podem os munícipes ajudar a monitorizar a progressão dos fenómenos da invasão.

Importa lembrar que é amanhã, dia 25 de março, que é lançado o Desafio BioRegisto Florestas pelo que a consulta do tomo das Invasões Vegetais Biológicas é essencial para a aquisição de boas fotografias, livres de exóticas, sendo que também estão disponíveis dicas de como utilizar a aplicação BioRegisto.

Os Cadernos de Ambiente e Biodiversidade são gratuitos e podem ser descarregados através do Laboratório da Memória que se encontra em www.redeescolardeciencia.pt

Recorde-se que Viana do Castelo tem em curso a implementação da estratégia de conservação da natureza, elemento estruturante da Agenda de Ambiente e Biodiversidade para o quadriénio 2017-2021.

Consulte aqui o Tomo I dos “Cadernos de Ambiente e Biodiversidade”

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Viana do Castelo lança programa Árvores da Memória para classificar exemplares de interesse municipal

A Câmara de Viana do Castelo lançou o programa Árvores da Memória dirigido aos agrupamentos escolares e ao público em geral, que visa à classificação dos exemplares espalhados pelo concelho, como Arvoredo de Interesse Municipal.

“Esta classificação permitirá a identificação e a caracterização do valor natural e cultural do arvoredo municipal de Viana do Castelo, o seu reconhecimento público, bem como a definição de estratégias de proteção e conservação, incluindo medidas fitossanitárias e de mitigação desse risco, mas também oportunidades de valorização educativa e turística desses elementos”, disse à Lusa o vereador do Ambiente e da Biodiversidade.

Para garantir “a participação dos agrupamentos escolares e do público na identificação de exemplares ou conjuntos arbóreos, a Câmara Municipal criou o um sítio na Internet (www.arvoresdamemoriaviana.pt), disponibilizado esta quarta-feira e a partir do qual, através do telemóvel ou do computador, é possível referenciar”.

Segundo Ricardo Carvalhido, aquele programa, lançado no âmbito da II Semana da Floresta, que a autarquia está a promover até sexta-feira, surge na sequência de “um primeiro trabalho realizado juntamente com as 27 Juntas e Uniões de Freguesia, em que foram inventariados 92 exemplares e conjuntos arbóreos”.

“Com o programa Árvores da Memória, alargamos este exercício, que queremos coletivo e participado, aos agrupamentos escolares e ao público em geral”, destacou Ricardo Carvalhido.

Segundo aquele responsável, o objetivo passa por “identificar árvores que se distingam de outras da sua espécie pelo porte, desenho, idade e raridade, ou que tenham interesse paisagístico, ou aquelas cuja vida esteja interligada com acontecimentos da história das pessoas e dos lugares”.

“Depois de termos essa lista elaborada, os serviços da Câmara Municipal irão analisar cuidadosamente cada uma das candidatas e selecionar quais poderão ser consideradas Arvoredo de Interesse Municipal”, especificou.

“Os elementos inventariados serão sujeitos a avaliação do seu valor, tarefa essencial à decisão (ou não) da sua classificação. Para estas tarefas requer-se a elaboração do Regulamento de Arvoredo de Interesse Municipal, documento que está presentemente a ser trabalhado e que a seu tempo será apresentado à Câmara para apreciação”, adiantou Ricardo Carvalhido.

A “classificação de Arvoredo de Interesse Municipal depende de um inventário exaustivo dos espécimes conservados no território de Viana do Castelo na forma de, e segundo a perspetiva do regime jurídico previsto na Lei n.º 53/2012, de 5 de setembro”.

A classificação prevista naquela legislação abrange “os povoamentos florestais, bosques ou bosquetes arboretos, alamedas e jardins de interesse botânico, histórico, paisagístico ou artístico, bem como os exemplares isolados de espécies vegetais que, pela sua representatividade, raridade, porte, idade, historial, significado cultural ou enquadramento paisagístico, possam ser considerados de relevante interesse público e se recomende a sua cuidadosa conservação”.

Além de pretender “a educação e a literacia para o ambiente e a biodiversidade”, este programa “visa também estimular momentos diferenciados de convívio familiar de avós, pais e netos em torno das árvores e a sua história”.

Fonte: ALTOMINHO.TV

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Inseto ajuda Viana do Castelo a manter-se livre de espécies invasoras

Um inseto de tamanho milimétrico é um dos “grandes” ajudantes de Viana do Castelo na erradicação de espécies invasoras nos seus 13 monumentos naturais, que dentro de uma década a Câmara quer ver classificados como Santuários de Natureza e Cultura.

O inseto chama-se Trichilogaster acaciaelongifoliae, tem apenas cerca de dois a três milímetros, mas não dá tréguas às acácias, uma das espécies exóticas com comportamento invasor existente nos 90 hectares que compõem o património geológico os 13 Monumentos Naturais da capital do Alto Minho.

“É oriundo da Austrália, tal como a acácia, uma das principais espécies invasores do concelho e do país”, referiu o vereador do Ambiente.

Desde 2020, do total daquela área, a Câmara de Viana do Castelo iniciou a erradicação de invasoras e a reflorestação de cinco daqueles monumentos, num investimento de mais de 500 mil euros, financiado pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

A recuperação ecológica avançou no Cemitério de Praias Antigas do Alcantilado de Montedor, nos Pavimentos Graníticos da Gatenha, Cascatas da Ferida Má, Falha das Ínsuas do Lima, e Praia Eemiana da Ribeira de Anha.

Numa visita guiada à freguesia de Carreço, para ver a limpeza dos 55 hectares do monumento natural de Montedor, Ricardo Carvalhido mostrou à Lusa a “manutenção” que o inseto microscópico, introduzido em Portugal, pela primeira vez, em 2015, tem ajudado a garantir.

“Esse inseto preda a acácia”, especificou.

O inseto tem um ciclo de vida de um ano, formando umas “galhas” ou “bugalhos” nos ramos da acácia longifólia, que impedem a sua floração e, consequentemente, a formação de sementes.

A existência dessas “galhas”, pequenas bolas verdes, foi confirmada em várias localizações.

“A acácia é ferida precisamente no local que é responsável pela reprodução. A flor já não vai surgir na acácia, e com isso vamos reduzir ativamente o banco de sementes que, por metro quadrado, podem ser milhares, prontas para rebentar novas acácias”, explicou o biólogo.

Posteriormente avançou a reflorestação com “espécies nativas” (carvalho, medronheiro, sobro), já em curso não só em Montedor, mas também na Ribeira de Anha e Ferida Má.

A “vigilância” das plantações é “apadrinhada” por empresas do concelho, atualmente 25, que se “responsabilizam por controlar” o crescimento das espécies autóctones e “impedir” o regresso das invasoras.

“O objetivo principal é pegar nestes espaços e torná-los santuários da natureza e da cultura. Naturalmente quando falamos de arqueossítios, a cultura está intrínseca, mas em as zonas especiais de conservação para a biodiversidade e de monumento natural também muitas vezes, têm valores culturais, que é importante preservar”, especificou.

“Nessa altura, garantimos que quem visitar cada um destes espaços está a entrar num santuário, tal e qual como era há milhares de anos, antes do ser humano ter a ação destrutiva que atualmente tem”, reforçou.

Para Ricardo Carvalhido o alcantilado de Montedor é “absolutamente especial” por integrar, por exemplo, um cordão dunar com mais de 70 mil anos, que resistiu à “fuga progressiva do mar”.

Ali, os visitantes poderão ainda “compreender como se formaram os montes que cercam a cidade, como o de Santa Luzia, em três fases, há 300 milhões de anos”.

“No norte de Portugal, é dos melhores locais para se perceber os quatro ciclos de subida e descida do nível do mar, nos últimos 400 mil anos”, observou, justificando a designação do alcantilado como cemitério das praias antigas.

Naquele monumento natural existe ainda, uma das 33 camboas existentes na costa de Viana do Castelo.

Antigas pesqueiras, “já descritas nas Inquirições 1258, desativadas durante o Estado Novo, por dificuldade de controlo da atividade económica que se gerava naquele espaço, mas também porque foi mais ou menos nessa altura que começaram a surgir as preocupações para as questões da conservação da natureza”.

“Eram zonas onde o peixe ficava retido e depois era pescado. É um património absolutamente fenomenal que nos faz recuar no tempo, e que do ponto da sua beleza é indescritível. Além de reforçar o caracter rochoso da costa, revela a forma engenhosa como, naquela altura, se construíram aqueles contrafortes, as paredes das camboas e que resistiram a milhares de milhões de praias-mar, momento em que há mais energia”, contou.

Todo o património existente nos 13 monumentos naturais está integrado em mesas de leitura de paisagem e, “em alguns locais especiais” foram instalados “pilaretes com código QR que permite fazer aceder a informação “detalhada” sobre a conservação realizada.

Fonte: Greensavers

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II Semana da Floresta de Viana do Castelo promovida de 21 a 26 de março

A Câmara Municipal de Viana do Castelo promove, de 21 a 26 de março, a II Semana da Floresta, uma iniciativa que inclui o lançamento de manuais e documentários, apresentação de programas e de concursos.

Segundo o Vereador do Ambiente e da Biodiversidade, Ricardo Carvalhido, no dia 21 de março, domingo, as redes sociais da Câmara Municipal vão apresentar o vídeo “Recuperação Ecológica de Áreas Classificadas”, peça onde se fará o balanço do Programa de Recuperação Ecológica das Áreas Classificadas de Viana do Castelo, um investimento de meio milhão de euros na Floresta de Viana do Castelo lançado em final de 2019 no âmbito do Ano Municipal para a Recuperação da Floresta Nativa Portuguesa. O programa contou com o envolvimento e parceria de várias juntas, e uniões de freguesia, e conselhos diretivos de baldios de Viana do Castelo.

No dia 22 de março será publicado o “Manual do Ambiente e da Biodiversidade – Tomo Invasões Vegetais” que consiste no primeiro tomo de um conjunto de fascículos técnicos produzidos pelas equipas do Gabinete de Áreas Classificadas (GAC), do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA), do Gabinete Técnico Florestal (GTF) e do Horto Municipal (HM).

No dia 23 de março decorrerá a 5ª reunião da Comissão Municipal de Baldios de Viana do Castelo, reuniões de caráter trimestral e que juntam à mesa as entidades gestoras das 13 áreas baldias do concelho de Viana do Castelo, responsáveis pela gestão de 25% do nosso território, área florestal. Nesta reunião, com 8 pontos de ordem de trabalhos, discutir-se-ão importantes assuntos, nomeadamente relacionados com as casas florestais, o estado de desenvolvimento dos planos de gestão da floresta, o plano de atividades e investimentos para o ano 2021, e a apresentação e discussão de um programa paradigmático, o primeiro do país para a cogestão municipal do carbono, entre outros. Relembramos a Comissão Municipal de Baldios de Viana do Castelo iniciou funções em março de 2019, por altura do Ano Municipal para a Recuperação da Floresta Nativa Portuguesa.

No dia 24 de março será apresentado o Programa Árvores da Memória, dedicado à população em geral e às comunidades educativas. Este programa constitui o 5º eixo para a definição e consolidação de áreas classificadas para a Natureza e a Cultura, complementando os Monumentos Naturais, as Zonas Especiais de Conservação Natura2000, os Sítios da Memória e os Arqueossítios.

No dia 25 de março, será promovido o lançamento do concurso Desafio Bioregisto Floresta, na sequência do trabalho desenvolvido em 2020 no âmbito do Ano Municipal para a Literacia Científica.

A semana dedicada à Floresta termina a 26 de março, sexta-feira, com a publicação do documentário on-line para pais e filhos intitulado “Bosque de Alimentos”.

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Rede Escolar de Ciência destacada pelo Ministro da Educação no Fórum Nacional Clubes de Ciência Viva na Escola

No dia 23 de janeiro, teve lugar o 1.º Fórum Nacional dos Clubes Ciência Viva na Escola numa emissão online (disponível em http://www.clubescienciaviva.virtualarena.pt/).

Esta iniciativa foi levada a cabo pela Ciência Viva e pela Direção-Geral da Educação e pretendeu celebrar o trabalho que vem sendo desenvolvido, desde 2018, nos Clubes Ciência Viva na Escola.

Os Clubes de Ciência Viva funcionam nas escolas como espaços abertos de contacto com a ciência e a tecnologia, para a educação e para o acesso generalizado dos alunos a práticas científicas. Estes espaços envolvem toda a comunidade educativa no exercício da ciência, promovem a literacia científica e favorecem o ensino experimental das ciências. Resultam de parcerias sólidas com Universidades, Centros de Investigação, Museus, Centros de Ciência, Empresas, Associações e ONG’s o que fomenta a interdisciplinaridade e a abertura das escolas à comunidade.

Esteve presente neste fórum o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues que destacou a Rede Escolar de Ciência e Apoio à Investigação Científica, da Câmara Municipal de Viana do Castelo, como inspiração para a criação da Rede de Clubes Ciência Viva na Escola.

 

Foi ainda exibida uma reportagem produzida no Laboratório de Processamento de Amostras em Sedimentologia da Rede Escolar de Ciência, instalado no Agrupamento de Escolas de Santa Maria Maior, que apresenta o Clube Ciência Viva deste agrupamento e as potencialidades deste laboratório.

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Serra d’Arga vai ter observatório internacional

Um investimento de cerca de 200 mil euros vai permitir criar, até final de junho, um Observatório Internacional da Serra d’Arga, em São Lourenço da Montaria, no concelho de Viana do Castelo, informou hoje a Câmara.

Em comunicado, o município especificou que a “construção da nova valência começa ainda este mês, com um prazo de execução de seis meses, devendo estar concluída até final de junho”.

Trata-se de “um espaço de investigação científica, com disponibilidade de residência para investigadores”.

O “projeto para a Qualificação das Experiências de Turismo de Aldeia no Minho – Observatório Internacional da Serra d’Arga surge no âmbito do Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE) – Minho INovação, candidatado ao Norte 2020”.

Segundo a Câmara de Viana do Castelo, “o edifício onde ficará instalado o observatório tem uma localização privilegiada em relação à montanha, colocando-se no sopé desta, junto à entrada da Serra d’Arga, mas simultaneamente perto do centro cívico de São Lourenço da Montaria”.

“Será um edifício retangular de três pisos, entre espaços de trabalho/reuniões, laboratório e alojamento, incluindo áreas de apoio”, acrescenta.

De acordo com a autarquia, “a Serra d’Arga é detentora de recursos naturais ímpares, de uma paisagem singular e com um património material e imaterial de ordem natural, ambiental, histórico e cultural de elevado valor”.

É, por isso, considerada de “grande relevância” a implementação do Observatório Internacional da Serra d’Arga.

Aquele observatório “irá permitir a criação de instalações que permitam acolher investigadores para a realização de diversos estudos nas mais vastas áreas de intervenção (geologia, fauna, flora), de modo a permitir a compreensão da identidade da Serra d’Arga.

O novo equipamento permitirá ainda “explorar e aumentar o conhecimento do garrano, enquanto raça equídea autóctone dos sistemas montanhosos do Alto Minho que habita na Serra d’Arga, da biodiversidade, dos ecossistemas, do património geológico, da paisagem, designadamente os seus valores faunísticos e geológicos, a avaliação e valorização dos seus serviços de ecossistemas e da infraestrutura verde que esta constitui”.

O projeto “pretende ainda a exploração das funções que esta paisagem desempenha no contexto do desenvolvimento do turismo de natureza, de aventura, cultural e religioso e, ao mesmo tempo, potencia as condições de desenvolvimento de oportunidades para a valorização do espaço, das comunidades e da diversificação das atividades na gestão da paisagem da Serra d’Arga”.

A serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares, nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 hectares se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Aqueles cinco municípios têm em curso o projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, liderado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, que visa a classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem Protegida de Interesse Municipal.

Fonte: O MINHO

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Viana do Castelo é a “primeira no país” com programa para avaliar ar interior de 53 escolas

A Câmara explica que este projeto vai avaliar os riscos existentes nas escolas através de sensores para não comprometer a saúde e o conforto dos alunos, professores e funcionários.

Viana do Castelo é o “primeiro município do país” a desenvolver um programa de monitorização da qualidade do ar interior dos 53 edifícios do parque escolar do concelho, num investimento de 18 mil euros, anunciou esta terça-feira a câmara.

“Viana do Castelo é o primeiro município do país com uma estratégia para a monitorização das radiações ionizantes, sob a forma de programa, que está a ser concretizado e com resposta clara para este assunto”, afirmou esta terça-feira o vereador do Ambiente e Biodiversidade, Ciência, Inovação e Conhecimento, Ricardo Carvalhido. O responsável, que falava durante a sessão de encerramento do projeto RnMonitor “Radão em Portugal: situação atual e perspetivas futuras” explicou que aquele programa “começou a ser implementado esta semana para avaliar a qualidade biotérmica e radiológica” do ar nas 53 escolas do concelho, sendo que, “no próximo mês, será iniciada a avaliação à qualidade microbiológica”.

“Vamos avaliar o ar de cerca de um terço das salas de aulas das nossas escolas. Dentro de dois meses, esperamos ter o primeiro perfil da qualidade do ar das nossas escolas. Nos edifícios que apresentarem dados fora dos valores considerados normais, será implementado um estudo mais pormenorizado com uma duração de, no mínimo, três meses”, especificou.

Ricardo Carvalhido adiantou que “a monitorização do gás radão e dos parâmetros de humidade, temperatura e dióxido de carbono estão a ser aferidos por sensores instalados nas 53 escolas do concelho, equipamentos que comunicam através de uma rede partilhada entre a câmara e pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), sendo possível receber, em tempo real, os dados de cada estabelecimento”. “Estes dados estão a ser monitorizados na plataforma da Rede Municipal de Monitorização de Parâmetros Ambientais e de Proteção Civil, para, posteriormente, serem validados e analisados pelos parceiros do programa”, indicou.

O programa de monitorização da qualidade do ar interior de edifícios municipais tem como parceiros o IPVC e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), que participarão “na elaboração de um manual de boas práticas para a qualidade do ar interior de cada edifício escolar”. Aquele documento incluirá medidas que “poderão passar pela determinação de uma frequência e duração de arejamento, ou, em casos excecionais, a instalação de mecanismos de ventilação forçada do espaço”.

O vereador da câmara da capital do Alto Minho explicou que o programa teve início no parque escolar por ser “reconhecido, por um lado, que o conforto biotérmico dos alunos nas salas de aula, (aferido pelos dados de temperatura e humidade relativa) é um fator determinante no sucesso educativo e também porque a presença de agentes radiológicos (como é exemplo o gás radão, principalmente na região Norte e Centro de Portugal) e biológicos (como vírus, fungos e bactérias) podem comprometer de forma séria, a saúde dos alunos e dos profissionais de educação”. A implementação daquele programa municipal resulta “da transferência de competências em matéria de educação, da administração central para a administração local”.

Ricardo Carvalhido adiantou que, em abril, no decurso do programa municipal, a autarquia lançará, no âmbito do Dia Nacional do Ar, a iniciativa “O Radão por Casa”. O responsável explicou tratar-se de “um programa doméstico que disponibilizará aos munícipes uma sonda que lhes permitirá conhecer, durante uma semana, os valores de radão e os parâmetros de conforto bioclimático da sua habituação”. Posteriormente, “os munícipes receberão uma avaliação diagnóstica com orientações para a mitigação dos parâmetros nos casos em que estes ultrapassem o valor legal de referência”. “No caso dos moradores do centro histórico, estará disponível a sonda que permitirá o acesso em tempo real aos valores medidos, através da plataforma da rede municipal de monitorização de parâmetros ambientais e proteção civil”, referiu.

O projeto de investigação intitulado “RnMonitor: Infraestrutura de Monitorização Online e Estratégias de Mitigação Ativa do Gás Radão no Ar Interior em Edifícios Públicos da Região Norte de Portugal” foi realizado entre 2016 e 2019. A investigação foi conduzida pelos docentes António Curado e Sérgio Lopes do IPVC e incidiu sobre 30 edifícios públicos selecionados pelas câmaras de Viana do Castelo e Barcelos.

Ver folheto para saber mais…

Fonte: Observador

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Viana do Castelo recebeu Diploma da Bandeira Verde Eco XXI 2020

A Associação Bandeira Azul da Europa atribuiu a Viana do Castelo o Diploma Bandeira Verde Eco XXI para 2020, reconhecendo assim a meritória participação e empenho do Município no programa. Viana do Castelo pode assim hastear a bandeira, que reconhece o bom desempenho ambiental do município em prol do desenvolvimento sustentável.

Trata-se de um programa implementado desde 2005 – ano zero – pela Associação Bandeira Azul da Europa, que visa reconhecer as melhores práticas de sustentabilidade ao nível municipal, através da avaliação, por um conjunto de peritos de 21 indicadores e 71 subindicadores nas áreas ambiental, social e económica.

Em 2020 o ECOXXI incluiu, pela primeira vez, indicadores específicos no âmbito das Alterações Climáticas e Saúde e Bem-estar.

São ainda considerados outros temas como: A Educação para a Sustentabilidade; Sustentabilidade em Zonas Balneares; Cidadania, Participação e Governança; Transparência, Digitalização e Conectividade: Emprego; Cooperação com a Sociedade Civil; Certificação de Sistemas de Gestão; Ordenamento do Território; Conservação da Natureza ; Gestão e Conservação da Floresta; Qualidade do Ar e Ambiente Sonoro; Água Segura e Qualidade dos Serviços de Águas Prestados aos Utilizadores; Produção e Recolha Seletiva de Resíduos Urbanos; Valorização do Papel da Energia na Gestão Municipal; Mobilidade Sustentável; Agricultura e Desenvolvimento Rural Sustentável; Turismo Sustentável.

Na edição de 2020, foram atribuídas 56 Bandeiras Verdes ECOXXI (90% dos municípios participantes), ou seja, obtiveram um índice igual ou superior a 50%, sendo que apenas 6 (10%) não atingiram os objetivos mínimos estabelecidos.

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OFERTA GRATUITA DE PLANTAS AUTÓCTONES EM VIANA DO CASTELO

PROGRAMA “REFLORESTAR COM IDENTIDADE” JÁ NO SEU SEGUNDO ANO

O Município de Viana do Castelo lança pelo segundo ano o Programa “Reflorestar com Identidade”, enquadrado na Estratégia Municipal para a Conservação da Natureza (Agenda do Ambiente e da Biodiversidade 2017-2021), que pretende disponibilizar árvores de espécies autóctones aos proprietários florestais, visando promover e incentivar no território uma gestão florestal baseada em espécies arbóreas mais resilientes, mais diversificadas e nativas. Com esta iniciativa, o Município pretende transformar a paisagem florestal, eminentemente caracterizada por povoamentos contínuos, espécies invasoras e suscetíveis aos incêndios, numa oportunidade para a criação de uma floresta com maior valor genético, mais resiliente aos incêndios e com melhor qualidade cénica. As árvores que o Município disponibiliza destinam-se a reforçar as Faixas de Gestão de Combustível para proteção dos aglomerados populacionais, edificados e rede viária florestal, num total de cerca de 2.300 hectares definidos no Plano Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios. O Programa também tem como objetivo a georreferenciação das propriedades inseridas dentro das Faixas de Gestão de Combustível, para que seja assegurada a sua manutenção.

No âmbito deste projeto, a autarquia encontra-se a disponibilizar gratuitamente, durante as épocas de plantação (de novembro a abril), a quem se inscreva e demonstre interesse através de formulário próprio (fazendo prova da titularidade do terreno (caderneta predial) e inserção em Faixa de Gestão de Combustível), castanheiros, sobreiros, medronheiros, carvalhos e pinheiros-mansos, oriundos do seu próprio viveiro municipal. A plantação destas árvores é supervisionada pelos serviços do Gabinete Técnico Florestal (GFT), no limite de uma árvore por cada 30m2, até a um máximo de 300 plantas, por forma a cumprir com as Faixas de Gestão de Combustível. O GTF faz a georreferenciação da propriedade numa aplicação específica para controlo do cadastro, registo de vistorias e limpeza dos terrenos e apoia os proprietários na escolha da espécie de árvore, como a plantar, manter, etc., fazendo cumprir as regras estabelecidas na candidatura. A autarquia vê esta iniciativa como um incentivo para a reconversão da floresta e motivação para a troca de terrenos na sua maioria com eucaliptos e espécies invasoras em terrenos nativos mais resilientes para o futuro. Consubstancia-se numa oportunidade para que os cidadãos se envolvam proactivamente na estratégia municipal da defesa da floresta contra incêndios, participando e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do seu território.

Viana do Castelo conta com uma média de 10ha/ano georreferenciados e plantados ao abrigo deste Programa, por isso é intenção continuar a promover esta iniciativa junto da população durante os próximos anos.

Fonte: AGIF

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Pinheirinhos de Natal disponíveis gratuitamente no Mercado Municipal a 2 de dezembro

Como tem sido tradição, a Câmara Municipal de Viana do Castelo volta a disponibilizar pinheirinhos de Natal gratuitamente à população. Os pinheiros bravos, provenientes de monda, estarão disponíveis para entrega aos munícipes a partir da próxima quarta-feira, numa loja exterior situada no Mercado Municipal de Viana do Castelo.

Com a quadra natalícia prestes a chegar, o Município, através do setor do Horto Municipal e em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, volta a oferecer os tradicionais “Pinheirinhos de Natal”. Os pinheiros estão disponíveis ao público numa loja no exterior do Mercado Municipal, das 9h00 às 12h00 e das 13h00 às 17h00, de segunda a sexta-feira.

Estes pinheiros foram retirados em áreas de floresta onde existe a regeneração natural do pinheiro bravo em densidades excessivas. O corte destes pinheiros corresponde a uma monda que corrige essa densidade excessiva, concedendo assim melhores condições de desenvolvimento às restantes árvores que ficam em crescimento.

O Município pretende evitar que as pessoas cortem ou destruam árvores onde não é aconselhável, oferecendo aos cidadãos um dos mais simbólicos elementos de natal: o pinheiro.

Fonte: Rádio Geice

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“É um piscar de olhos, não estamos aqui há tempo nenhum”. Uma viagem ao princípio da Terra a partir de Viana do Castelo

foto: Pedro Marques | MadreMedia

 

O roteiro do Geoparque Litoral de Viana do Castelo dá-nos um pouco de várias coisas: aventura, ciência, história e, com as devidas paragens, a boa mesa e acolhimento minhotos. Das Dunas Trepadoras do Faro de Anha às Pedras Ruivas são poucos quilómetros mas contam-nos milhões de anos da história da Terra.

 

Porque é que viemos até aqui? Onde é que nós estamos?

Esta foi a pergunta de partida para um roteiro que nos levou a conhecer 3 dos 13 monumentos naturais que integraram o Geoparque Litoral de Viana do Castelo cujos painéis interpretativos foram apresentados publicamente a 6 de novembro. Até ao final do ano serão lançadas a APP e o sítio da internet do geoparque, e até ao final do primeiro trimestre de 2021, as 3 portas: Atlântico, Neiva e Argas.

Percorremos três dos percursos com um guia pouco convencional. Ricardo Carvalhido é vereador da Câmara Municipal de Viana do Castelo, licenciado em Biologia e Geologia, e doutorado em Geologia, e presidente do Conselho Científico do Geoparque Litoral de Viana do Castelo. E, não será arriscado dizer, alguém que fala de plantas, areias e formações rochosas com uma paixão que contagia quem é leigo nestas matérias.

Voltemos à pergunta e ao ponto de partida: onde é que nós estamos?

Começamos o nosso percurso por um lugar emblemático de Viana do Castelo, mas que não seria o que estaríamos à espera quando o propósito é conhecer o roteiro dos monumentos naturais. Estamos na encosta no cimo da qual se ergue o Santuário de Santa Luzia, num dos enclaves da estrada. Aos nossos pés, está Viana, a cidade, à nossa frente uma paisagem verde no azul do céu que dá pelo nome de Monte Galeão.

Uma praia no cimo de um monte

“Estamos virados para o estuário [do rio Lima] e para a nossa costa”, diz-nos Ricardo Carvalhido. “Gosto sempre de vir aqui quando venho passear ou quando trago algum grupo, porque permite ter uma ideia das principais formas de relevo. Muitas vezes andamos no reboliço do dia-a-dia e não nos apercebemos que o relevo está estruturado em grandes e em pequenas formas”.

As chamadas geoformas de pequena escala são, na realidade, as formas grandes, como por exemplo, as montanhas. Como é fácil deduzir, o contrassenso da expressão também vale no seu inverso: as geoformas de grande escala só vemos ao pormenor. Nas palavras do nosso guia: “Existem fenómenos, materiais geológicos e clima diferentes, e também o tempo cronológico, fatores que imprimem uma forma, um aspecto uma forma, um aspeto, um desenho, à nossa paisagem atual, que vai evoluir e não ficará assim para sempre”.

Continuando.

“Este monte que está aqui em frente é o Monte Galeão. Se repararem, tem um patamar que se vê bastante bem aos 100 metros, e depois tem um topo, que está relativamente plano também, aos 160m. Se desviarem o olhar para montante vê-se um relevo que também é aplanado no seu topo e que é o Monte de Roques, o topo anda à volta dos 279 metros acima do nível do mar. Depois, progredindo para o interior da margem esquerda do Rio Lima, temos a Serra da Padela, que já atinge os 470 metros”.

“É baixinho, não é?”, perguntamos impelidos pela mera perceção de observador não documentado. “É relativamente baixo, mas é muito alto para a posição em que nós estamos, sobre a margem atlântica”, confirma o nosso guia. E tranquiliza a perceção dos leigos: “Depois progride para o interior e temos a Serra de Arga, que está a 10 quilómetros de distância, mais ou menos, em linha reta da costa e está a 800 metros [de altitude]. Ou seja, é como se estivéssemos a falar de uma escadaria”. Uma escadaria documentada por estudiosos há mais de 100 anos e descrita por um desses nomes, Falcão Machado, em 1935 como o “teclado minhoto”.

Porque é que acontece essa escadaria?, questionamos.

“O globo está dividido em placas – são as placas tectónicas – elas mexem-se e essa escadaria progride para o interior, progride até ao centro da Europa. Ou seja, quando falamos dos Alpes estamos a falar já do topo desta escada e aqui estamos a falar nos degraus mais baixinhos. Gosto de olhar para os patamares como o registo instantâneo de crises sísmicas. Ou seja, do movimento das placas tectónicas acumula-se tensão nas rochas, essa tensão escapa por  fraturas que nessa altura se ativam e se transformam em falhas, e formam-se dando saltos. Aquela plataforma costeira passa a ficar fora de água, então sobe, e fica ali um patamar, formando-se ressaltos na paisagem, que passa a ser uma praia antiga, abandonada pelo mar”.

E nada como o tempo da Terra para colocar em perspetiva tudo o que aqui vemos. O que aqui vemos, de frente para o estuário do Lima, aconteceu desde há cerca de 50 milhões de anos.A história dos Humanos como nós tem cerca de 10 mil anos. “É um piscar de olhos, nós não estamos aqui há tempo nenhum. Os degraus mais pequeninos destas subidas e descidas do nível do mar que acontecem mais ou menos de 100 em 100 mil anos, são impostos por grandes ciclos, são questões orbitais – a Terra mexe-se como um pião”, remata Ricardo Carvalhido.

Em plena floresta com os pés da areia como se fosse praia e uma freguesia que ficou soterrada há “apenas” 150 anos

Partimos para as Dunas Trepadoras do Faro de Anha, no sopé do Monte Galeão. São materiais recentes, têm idades cronológicas de 1590 a 1870, foram geradas na crise climática da pequena idade do gelo. “A pequena idade do gelo teve vários mínimos e um deles está aqui registado, é o Mínimo de Maunder que durou cerca de 70 anos em que praticamente o sol que tem aumentos de intensidade calorífica [produção de calor] de 11 em 11 anos falhou cerca de 7 ciclos e a temperatura média do ar baixou com valores importantes”.

“Tivemos questões que estão bem plasmadas nas memórias paroquiais de 1758, depois do terramoto de 1755, em que, por exemplo, a Freguesia de São João de Ester [atual freguesia de Chafé ] desapareceu por baixo das areias que foram sopradas e a freguesia de Vinha passou nessa altura a chamar-se Areosa. Temos muitos topónimos relacionados com a areia, tem tudo a ver com a mesma coisa”.

Aconteceu tudo nesse período?, perguntamos meio incrédulos.

“Aconteceu tudo nesse período, é dessa altura que vemos quadros da família real inglesa em coches a passear sobre o Rio Tamisa. E estamos a falar de um ciclo pequenino, ciclos pequeninos de grande recorrência, como são os das manchas solares . Temos em frente a nós o monumento natural das Dunas Trepadoras do Faro de Anha, precisamente por causa disso, as dunas são as climbing dunes, foram trepando estas vertentes que temos por aqui, areias que foram sopradas a partir das praias”.

Há qualquer coisa de ficção científica no lugar onde nos encontramos. Cabeça no ar e vemos o verde de árvores frondosas à nossa volta. Pés na terra e podíamos estar na praia, a areia fina por cima da terra faz-nos acreditar nisso. Como é que tudo aconteceu?

“As manchas solares foram identificadas por Galileu Galilei, os primeiros desenhos de manchas solares  são dele. Foi também ele quem desenvolveu instrumentos óticos para fazer a observação e reparou que o sol tinha umas zonas de maior atividade, umas zonas mais escuras. Depois mais tarde percebeu-se que são explosões à superfície do sol, que ocorrem com alguma regularidade, têm uma periodicidade de mais ou menos de 11 em 11 anos, e que formam ciclos solares. Nessa altura, entre o século XVI e o XIX, o que nós tivemos foi uma diminuição paulatina da atividade solar, não se sabe muito bem porquê, mas aconteceu e durante um grande período”.

A Terra ficou por isso mais fria e, na região onde nos encontramos, muitos campos ficaram incultos. Houve uma crise demográfica, alguma crise social porque a comida não abundava. “O pároco de Darque dizia que não conhecia os limites à freguesia, porque estava invadida por areia por todo o lado. Deixou praticamente de chover, havia pouca água disponível, com vento e temperaturas baixas. A pequena idade do gelo, que é um período lato, estamos a falar de séculos, foi-se instalando e as pessoas tiveram de se readaptar, mas quando temos a nossa casa a começar a ser invadida por areia por todo o lado, temos de ir embora, temos de procurar outro sítio para viver”.

Era uma vez há 541 milhões de anos quando Viana do Castelo estava na latitude de Buenos Aires

“Estamos na Praia Norte, em Viana do Castelo, e este é o melhor local para compreendermos de que forma com o fecho do Rheic se forma a Pangeia – tínhamos todas as massas terrestres unidas num único continente – este território evoluiu até à formação do continente único – a Pangeia – há 370 milhões de anos. Há pouco estávamos a falar de geoformas muito recentes, ou seja, estávamos a falar de coisas que aconteceram há menos de 30/40 milhões de anos, mas agora damos um salto muito maior para o passado. Há cerca de 541 milhões de anos, estávamos no início do Paleozoico – “paleo” vem de antigo e “zoion” zoo vem de animal – é a era onde surgem os primeiros animais. Marinhos claro. Não tínhamos ainda a vida terrestre, ainda não tínhamos sequer a camada do ozono, porque para isso também tínhamos de ter o oxigénio, ou seja, qualquer ser vivo que pudesse tentar aventurar-se cá para fora tinha os minutos contados. Isto para dizer que, fazendo essa contextualização, este território que estamos a pisar, estava na latitude do que é hoje Buenos Aires. Começava a fraturação de um velho continente que já não tem existência atual e iniciava-se a oceanização, a formação de um oceano, que é o oceano primitivo, que se chama Rheic, como depois foi batizado”.

É altura para Ricardo falar de Charles Lyell , um dos pais da geologia,  que referia que o presente é a chave do passado. E, na Terra como com o Homem, a história repete-se. “Hoje podemos ver os grandes lagos do oriente africano onde está precisamente a acontecer o mesmo tipo de processo que aconteceu com estas rochas, que foi a formação de um rift intracontinental, ou seja, um rasgão que se formou nesse continente primitivo, a abertura, a água que estava envolta começa  a encher esse interstício que se abriu. Com a expansão deste oceano, esse local onde antigamente as águas eram pouco profundas, passam a ser águas mais profundas, porque passamos a estar mais longe da costa.”

“Se formos agora juntar isto ao resto do puzzle geológico, vemos que em várias partes do planeta temos estas rochas que testemunham a oceanização, a formação do Rheic, e chegou a determinada altura em que esse processo de oceanização parou, se inverteu e o oceano começou a fechar-se até há 380 milhões de anos”.

De volta à ficção científica que é, afinal, a nossa história natural. Que continentes é que tínhamos neste processo de fecho? “Tínhamos o Avalónia, mais a norte, e tínhamos o Gondwana, mais a sul, era um grande continente antigo que continha o que é hoje a América do Sul, África e o que é hoje a Oceânia e uma parte do sul da Europa e os terrenos que hoje são a América do Norte”.

O que é que aconteceu? “Estes dois grandes continentes começaram em rota de colisão e não encostaram com as margens perfeitamente paralelas, houve um encosto enviesado, o que fez com que essas rochas aquecessem muito, ficassem deformadas, e deixam ficar os testemunhos”.

Estamos a falar de algo que aconteceu entre 541 milhões de anos até 380 milhões de anos e depois o processo de fecho completo terá demorado cerca de 100 milhões de anos. Como é que sabemos quando é que isso aconteceu? “Os fósseis dão-nos umas boas pistas. Estes granitos que aqui estão, que vemos à nossa volta como montanhas são câmaras magmáticas que ficaram petrificadas em profundidade, estamos a ver como se fossem ovos de magma que não conseguiram sair para o exterior”.

Testemunho dessa história é, por exemplo, o Monte de Santa Luzia, onde começámos o nosso roteiro, e que resultou de um processo que tem 300 milhões de anos. “É o que hoje está revelado à superfície, mas que já esteve entre 5 a 7 quilómetros de profundidade”. De forma muito simplificada, como sublinha o nosso guia-geólogo, os montes e serras que nos rodeiam foram sedimentos acumulados no fundo do oceano primitivo durante milhões de anos, e que decorrente do fecho desse oceano, foram esmagados e derretidos, transformando-se em magma.

“De há 300 milhões de anos em diante o que temos essencialmente é um arrasamento. Ou seja, temos o relevo dessa altura, do Paleozoico, relevo antigo, que, entretanto, é desgastado, desfeito, até termos uma planura, um bocadinho da mesma forma como vemos hoje em África aquelas zonas cratonizadas , ou seja, tudo muito liso. Até que a Pangeia começa a fraturar-se, começa a abrir de grosso modo Norte-Sul, começa a oceanização do nosso Atlântico”.

O crime das Pedras Ruivas ou uma história de amor e desamor num cenário pintado há 71 mil anos

Vamos agora para um passado não tão antigo, que é o passado de 1904, e conhecer uma história que toda a Viana conhece.

“Em 1904 ocorreu aqui um crime que ficou célebre como o crime das Pedras Ruivas. Estas pedras que estão aqui são de facto ruivas e sabemos há mais ou menos quanto tempo é que elas são ruivas,: há cerca de 71 mil anos. Nessa altura estiveram cobertas por um grande campo durar”.

Não foram sempre assim, debaixo do alaranjado que brilha nos dias de sol ainda são brancas. Aqui aconteceu um crime muito badalado na cidade e que envolveu dois protagonistas, o João Douro e a Maria das Dores, que depois ficou conhecida como a Doura. Era bordadeira.

“Ele era da Meadela, um padeiro aqui na cidade, com forno na Rua do Espírito Santo, bastante conhecido. Ela era de Santa Marta de Portuzelo, terra de bordados ainda hoje. O Douro era bastante mais velho que ela e vinham namorar aqui atrás das rochas. Chegar até aqui não era como hoje, que se chega facilmente. A história dava um filme e acabou de uma forma trágica. José Douro aborreceu-se com a situação em que estavam, como amantes que eram, e mudou o testamento em que tinha a Maria das Dores como uma das beneficiárias. Ela apercebeu-se da situação e no dia 2 de outubro viram passar o Douro com o seu guarda-chuva e viram depois regressar a Maria das Dores, umas horas depois, com o guarda-chuva dele na mão. Perguntaram-lhe onde é que ele estava, e ela que disse que não sabia. Nesse dia a maré estava a subir e ela pensou, aquela hora, que o corpo fosse levado, isso não aconteceu. E encontraram o Douro com o crânio esmagado com um destes quartzitos e morto. A Maria das Dores foi julgada, enviada com um suposto cúmplice para o degredo de África, de onde só regressou ela, o suposto cúmplice acabou por morrer lá. Ela fica presa na cadeia antiga, com o postigo virado à Rua da Bandeira que foi mais tarde o edifício dos Paços do Concelho, e havia muita gente que ia dizer-lhe a seguinte lenga-lenga “olha o diabo da Doura, o que é que lhe haveria de dar, foi matar o pobre do coxo, nas pedras ruivas do mar”.

E é assim que a história da Doura nos leva ao quartzito. “Se eu conseguisse rodar um botão e voltar atrás no tempo, ia começar a ver inicialmente bocadinhos um pouco maiores deste material, se voltasse mais atrás começava a ver que eram grãos de quartzo cosidos, ainda se viam lá os estilólitos, que era como se fosse a costura, e se voltasse mais atrás ainda tinha areia. Isto que é um grão de areia gigante que se fundiu, foram milhões de grãos que se fundiram num grão só”.


Por onde passa o roteiro do Geoparque Litoral de Viana do Castelo

São 52 painéis interpretativos nos treze monumentos naturais que perfazem cerca de 4000 hectares de áreas classificadas para a geodiversidade. A lançar até final do ano, a aplicação móvel do Geoparque Litoral Viana permitirá ler a paisagem através de códigos QR que tornam possível com um smartphone ter uma explicação do que se está a observar.

No geoparquelitoralviana.pt vai ser possível planear uma viagem pelos monumentos naturais, que envolve zonas especiais de conservação e também a gastronomia – afinal, estamos no Minho.

“O Geoparque é uma estratégia de desenvolvimento sustentado assente nas nossas raízes, bio e geodiversidade, património cultural, etnografia, usos, costumes, gastronomia, vinhos. É aquilo que nos é identitário e que queremos usar como um motor económico, por via do turismo e também como ferramenta e material através do qual os nossos professores podem desenvolver as suas práticas educativas”, explica do presidente do Conselho Científico do Geoparque, Ricardo Carvalhido.

Está também prevista uma aplicação do Geoparque Litoral Viana que permitirá usufruir de uma tecnologia de realidade aumentada,  uma mistura entre aquilo que é a realidade e aquilo que é informação sob a forma de metadados que são lá colocados.

O Geoparque, ponto por ponto:

  1. Alcantilado de Montedor
  2. Pedras Ruivas
  3. Canto Marinho
  4. Ribeira de Anha
  5. Ínsuas do Lima
  6. Pavimentos Graníticos da Gatenha
  7. Cascatas do Poço Negro
  8. Cascatas da Ferida Má
  9. Penedo Furado do Monte da Meadela
  10. Planalto Granítico das Chãs de Sta. Luzia
  11.  Turfeiras das Chãs de Arga
  12.  Cristas Quartzíticas do Campo Mineiro de Folgadoiro-Verdes
  13.  Dunas Trepadoras do Faro de Anha

Fonte: SAPO 24

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Vereador do Ambiente recebeu Menção Honrosa do Prémio Nacional do Ambiente

A Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do Ambiente (CPADA) atribuiu hoje a Ricardo Jorge Carvalhido, Vereador da Câmara Municipal de Viana do Castelo, o Prémio Nacional de Ambiente, menção honrosa, pelos serviços prestados à Conservação da Natureza, destacando o programa Geoparque Litoral de Viana do Castelo.

A Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do Ambiente, criada em 1991, é a maior organização ambientalista portuguesa, integrando Associações de Defesa do Ambiente e Organizações Não Governamentais de Ambiente, de âmbito nacional, regional e local, de grande diversidade temática (conservação da natureza, ordenamento do território, património construído, ambiente urbano, transportes alternativos, bem-estar animal, agricultura biológica, educação ambiental e atividades específicas), espalhadas no Continente e Regiões Autónomas, que representam, no seu todo, dezenas de milhar de associados.

A Confederação tem como objetivos gerais a defesa do ambiente, nas suas múltiplas vertentes, em particular através do fenómeno do associativismo. É membro do European Environmental Bureau, federação de organizações ambientalistas da Europa e representa as Organizações Não Governamentais de Ambiente (ONGA) no Conselho Económico e Social. Como representante das ONGA no Conselho Económico Social a Confederação tem um papel de parceiro social e interlocutor privilegiado em questões associativas e da política de ambiente.

Ricardo Jorge Ponte de Matos Carvalhido é licenciado em Biologia e Geologia (Universidade do Minho, 2004) e doutorado em Ciências (Especialidade de Geologia) pela Universidade do Minho (2012). Desde 2017 é Vereador da Câmara Municipal de Viana do Castelo, com os pelouros do Ambiente e da Biodiversidade, Ciência, Inovação, Conhecimento e Projetos Educativos.

 

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