“É um piscar de olhos, não estamos aqui há tempo nenhum”. Uma viagem ao princípio da Terra a partir de Viana do Castelo

créditos: Pedro Marques | MadreMedia

 

O roteiro do Geoparque Litoral de Viana do Castelo dá-nos um pouco de várias coisas: aventura, ciência, história e, com as devidas paragens, a boa mesa e acolhimento minhotos. Das Dunas Trepadoras do Faro de Anha às Pedras Ruivas são poucos quilómetros mas contam-nos milhões de anos da história da Terra.

 

Porque é que viemos até aqui? Onde é que nós estamos?

Esta foi a pergunta de partida para um roteiro que nos levou a conhecer 3 dos 13 monumentos naturais que integraram o Geoparque Litoral de Viana do Castelo cujos painéis interpretativos foram apresentados publicamente a 6 de novembro. Até ao final do ano serão lançadas a APP e o sítio da internet do geoparque, e até ao final do primeiro trimestre de 2021, as 3 portas: Atlântico, Neiva e Argas.

Percorremos três dos percursos com um guia pouco convencional. Ricardo Carvalhido é vereador da Câmara Municipal de Viana do Castelo, licenciado em Biologia e Geologia, e doutorado em Geologia, e presidente do Conselho Científico do Geoparque Litoral de Viana do Castelo. E, não será arriscado dizer, alguém que fala de plantas, areias e formações rochosas com uma paixão que contagia quem é leigo nestas matérias.

Voltemos à pergunta e ao ponto de partida: onde é que nós estamos?

Começamos o nosso percurso por um lugar emblemático de Viana do Castelo, mas que não seria o que estaríamos à espera quando o propósito é conhecer o roteiro dos monumentos naturais. Estamos na encosta no cimo da qual se ergue o Santuário de Santa Luzia, num dos enclaves da estrada. Aos nossos pés, está Viana, a cidade, à nossa frente uma paisagem verde no azul do céu que dá pelo nome de Monte Galeão.

Uma praia no cimo de um monte

“Estamos virados para o estuário [do rio Lima] e para a nossa costa”, diz-nos Ricardo Carvalhido. “Gosto sempre de vir aqui quando venho passear ou quando trago algum grupo, porque permite ter uma ideia das principais formas de relevo. Muitas vezes andamos no reboliço do dia-a-dia e não nos apercebemos que o relevo está estruturado em grandes e em pequenas formas”.

As chamadas geoformas de pequena escala são, na realidade, as formas grandes, como por exemplo, as montanhas. Como é fácil deduzir, o contrassenso da expressão também vale no seu inverso: as geoformas de grande escala só vemos ao pormenor. Nas palavras do nosso guia: “Existem fenómenos, materiais geológicos e clima diferentes, e também o tempo cronológico, fatores que imprimem uma forma, um aspecto uma forma, um aspeto, um desenho, à nossa paisagem atual, que vai evoluir e não ficará assim para sempre”.

Continuando.

“Este monte que está aqui em frente é o Monte Galeão. Se repararem, tem um patamar que se vê bastante bem aos 100 metros, e depois tem um topo, que está relativamente plano também, aos 160m. Se desviarem o olhar para montante vê-se um relevo que também é aplanado no seu topo e que é o Monte de Roques, o topo anda à volta dos 279 metros acima do nível do mar. Depois, progredindo para o interior da margem esquerda do Rio Lima, temos a Serra da Padela, que já atinge os 470 metros”.

“É baixinho, não é?”, perguntamos impelidos pela mera perceção de observador não documentado. “É relativamente baixo, mas é muito alto para a posição em que nós estamos, sobre a margem atlântica”, confirma o nosso guia. E tranquiliza a perceção dos leigos: “Depois progride para o interior e temos a Serra de Arga, que está a 10 quilómetros de distância, mais ou menos, em linha reta da costa e está a 800 metros [de altitude]. Ou seja, é como se estivéssemos a falar de uma escadaria”. Uma escadaria documentada por estudiosos há mais de 100 anos e descrita por um desses nomes, Falcão Machado, em 1935 como o “teclado minhoto”.

Porque é que acontece essa escadaria?, questionamos.

“O globo está dividido em placas – são as placas tectónicas – elas mexem-se e essa escadaria progride para o interior, progride até ao centro da Europa. Ou seja, quando falamos dos Alpes estamos a falar já do topo desta escada e aqui estamos a falar nos degraus mais baixinhos. Gosto de olhar para os patamares como o registo instantâneo de crises sísmicas. Ou seja, do movimento das placas tectónicas acumula-se tensão nas rochas, essa tensão escapa por  fraturas que nessa altura se ativam e se transformam em falhas, e formam-se dando saltos. Aquela plataforma costeira passa a ficar fora de água, então sobe, e fica ali um patamar, formando-se ressaltos na paisagem, que passa a ser uma praia antiga, abandonada pelo mar”.

E nada como o tempo da Terra para colocar em perspetiva tudo o que aqui vemos. O que aqui vemos, de frente para o estuário do Lima, aconteceu desde há cerca de 50 milhões de anos.A história dos Humanos como nós tem cerca de 10 mil anos. “É um piscar de olhos, nós não estamos aqui há tempo nenhum. Os degraus mais pequeninos destas subidas e descidas do nível do mar que acontecem mais ou menos de 100 em 100 mil anos, são impostos por grandes ciclos, são questões orbitais – a Terra mexe-se como um pião”, remata Ricardo Carvalhido.

Em plena floresta com os pés da areia como se fosse praia e uma freguesia que ficou soterrada há “apenas” 150 anos

Partimos para as Dunas Trepadoras do Faro de Anha, no sopé do Monte Galeão. São materiais recentes, têm idades cronológicas de 1590 a 1870, foram geradas na crise climática da pequena idade do gelo. “A pequena idade do gelo teve vários mínimos e um deles está aqui registado, é o Mínimo de Maunder que durou cerca de 70 anos em que praticamente o sol que tem aumentos de intensidade calorífica [produção de calor] de 11 em 11 anos falhou cerca de 7 ciclos e a temperatura média do ar baixou com valores importantes”.

“Tivemos questões que estão bem plasmadas nas memórias paroquiais de 1758, depois do terramoto de 1755, em que, por exemplo, a Freguesia de São João de Ester [atual freguesia de Chafé ] desapareceu por baixo das areias que foram sopradas e a freguesia de Vinha passou nessa altura a chamar-se Areosa. Temos muitos topónimos relacionados com a areia, tem tudo a ver com a mesma coisa”.

Aconteceu tudo nesse período?, perguntamos meio incrédulos.

“Aconteceu tudo nesse período, é dessa altura que vemos quadros da família real inglesa em coches a passear sobre o Rio Tamisa. E estamos a falar de um ciclo pequenino, ciclos pequeninos de grande recorrência, como são os das manchas solares . Temos em frente a nós o monumento natural das Dunas Trepadoras do Faro de Anha, precisamente por causa disso, as dunas são as climbing dunes, foram trepando estas vertentes que temos por aqui, areias que foram sopradas a partir das praias”.

Há qualquer coisa de ficção científica no lugar onde nos encontramos. Cabeça no ar e vemos o verde de árvores frondosas à nossa volta. Pés na terra e podíamos estar na praia, a areia fina por cima da terra faz-nos acreditar nisso. Como é que tudo aconteceu?

“As manchas solares foram identificadas por Galileu Galilei, os primeiros desenhos de manchas solares  são dele. Foi também ele quem desenvolveu instrumentos óticos para fazer a observação e reparou que o sol tinha umas zonas de maior atividade, umas zonas mais escuras. Depois mais tarde percebeu-se que são explosões à superfície do sol, que ocorrem com alguma regularidade, têm uma periodicidade de mais ou menos de 11 em 11 anos, e que formam ciclos solares. Nessa altura, entre o século XVI e o XIX, o que nós tivemos foi uma diminuição paulatina da atividade solar, não se sabe muito bem porquê, mas aconteceu e durante um grande período”.

A Terra ficou por isso mais fria e, na região onde nos encontramos, muitos campos ficaram incultos. Houve uma crise demográfica, alguma crise social porque a comida não abundava. “O pároco de Darque dizia que não conhecia os limites à freguesia, porque estava invadida por areia por todo o lado. Deixou praticamente de chover, havia pouca água disponível, com vento e temperaturas baixas. A pequena idade do gelo, que é um período lato, estamos a falar de séculos, foi-se instalando e as pessoas tiveram de se readaptar, mas quando temos a nossa casa a começar a ser invadida por areia por todo o lado, temos de ir embora, temos de procurar outro sítio para viver”.

Era uma vez há 541 milhões de anos quando Viana do Castelo estava na latitude de Buenos Aires

“Estamos na Praia Norte, em Viana do Castelo, e este é o melhor local para compreendermos de que forma com o fecho do Rheic se forma a Pangeia – tínhamos todas as massas terrestres unidas num único continente – este território evoluiu até à formação do continente único – a Pangeia – há 370 milhões de anos. Há pouco estávamos a falar de geoformas muito recentes, ou seja, estávamos a falar de coisas que aconteceram há menos de 30/40 milhões de anos, mas agora damos um salto muito maior para o passado. Há cerca de 541 milhões de anos, estávamos no início do Paleozoico – “paleo” vem de antigo e “zoion” zoo vem de animal – é a era onde surgem os primeiros animais. Marinhos claro. Não tínhamos ainda a vida terrestre, ainda não tínhamos sequer a camada do ozono, porque para isso também tínhamos de ter o oxigénio, ou seja, qualquer ser vivo que pudesse tentar aventurar-se cá para fora tinha os minutos contados. Isto para dizer que, fazendo essa contextualização, este território que estamos a pisar, estava na latitude do que é hoje Buenos Aires. Começava a fraturação de um velho continente que já não tem existência atual e iniciava-se a oceanização, a formação de um oceano, que é o oceano primitivo, que se chama Rheic, como depois foi batizado”.

É altura para Ricardo falar de Charles Lyell , um dos pais da geologia,  que referia que o presente é a chave do passado. E, na Terra como com o Homem, a história repete-se. “Hoje podemos ver os grandes lagos do oriente africano onde está precisamente a acontecer o mesmo tipo de processo que aconteceu com estas rochas, que foi a formação de um rift intracontinental, ou seja, um rasgão que se formou nesse continente primitivo, a abertura, a água que estava envolta começa  a encher esse interstício que se abriu. Com a expansão deste oceano, esse local onde antigamente as águas eram pouco profundas, passam a ser águas mais profundas, porque passamos a estar mais longe da costa.”

“Se formos agora juntar isto ao resto do puzzle geológico, vemos que em várias partes do planeta temos estas rochas que testemunham a oceanização, a formação do Rheic, e chegou a determinada altura em que esse processo de oceanização parou, se inverteu e o oceano começou a fechar-se até há 380 milhões de anos”.

De volta à ficção científica que é, afinal, a nossa história natural. Que continentes é que tínhamos neste processo de fecho? “Tínhamos o Avalónia, mais a norte, e tínhamos o Gondwana, mais a sul, era um grande continente antigo que continha o que é hoje a América do Sul, África e o que é hoje a Oceânia e uma parte do sul da Europa e os terrenos que hoje são a América do Norte”.

O que é que aconteceu? “Estes dois grandes continentes começaram em rota de colisão e não encostaram com as margens perfeitamente paralelas, houve um encosto enviesado, o que fez com que essas rochas aquecessem muito, ficassem deformadas, e deixam ficar os testemunhos”.

Estamos a falar de algo que aconteceu entre 541 milhões de anos até 380 milhões de anos e depois o processo de fecho completo terá demorado cerca de 100 milhões de anos. Como é que sabemos quando é que isso aconteceu? “Os fósseis dão-nos umas boas pistas. Estes granitos que aqui estão, que vemos à nossa volta como montanhas são câmaras magmáticas que ficaram petrificadas em profundidade, estamos a ver como se fossem ovos de magma que não conseguiram sair para o exterior”.

Testemunho dessa história é, por exemplo, o Monte de Santa Luzia, onde começámos o nosso roteiro, e que resultou de um processo que tem 300 milhões de anos. “É o que hoje está revelado à superfície, mas que já esteve entre 5 a 7 quilómetros de profundidade”. De forma muito simplificada, como sublinha o nosso guia-geólogo, os montes e serras que nos rodeiam foram sedimentos acumulados no fundo do oceano primitivo durante milhões de anos, e que decorrente do fecho desse oceano, foram esmagados e derretidos, transformando-se em magma.

“De há 300 milhões de anos em diante o que temos essencialmente é um arrasamento. Ou seja, temos o relevo dessa altura, do Paleozoico, relevo antigo, que, entretanto, é desgastado, desfeito, até termos uma planura, um bocadinho da mesma forma como vemos hoje em África aquelas zonas cratonizadas , ou seja, tudo muito liso. Até que a Pangeia começa a fraturar-se, começa a abrir de grosso modo Norte-Sul, começa a oceanização do nosso Atlântico”.

O crime das Pedras Ruivas ou uma história de amor e desamor num cenário pintado há 71 mil anos

Vamos agora para um passado não tão antigo, que é o passado de 1904, e conhecer uma história que toda a Viana conhece.

“Em 1904 ocorreu aqui um crime que ficou célebre como o crime das Pedras Ruivas. Estas pedras que estão aqui são de facto ruivas e sabemos há mais ou menos quanto tempo é que elas são ruivas,: há cerca de 71 mil anos. Nessa altura estiveram cobertas por um grande campo durar”.

Não foram sempre assim, debaixo do alaranjado que brilha nos dias de sol ainda são brancas. Aqui aconteceu um crime muito badalado na cidade e que envolveu dois protagonistas, o João Douro e a Maria das Dores, que depois ficou conhecida como a Doura. Era bordadeira.

“Ele era da Meadela, um padeiro aqui na cidade, com forno na Rua do Espírito Santo, bastante conhecido. Ela era de Santa Marta de Portuzelo, terra de bordados ainda hoje. O Douro era bastante mais velho que ela e vinham namorar aqui atrás das rochas. Chegar até aqui não era como hoje, que se chega facilmente. A história dava um filme e acabou de uma forma trágica. José Douro aborreceu-se com a situação em que estavam, como amantes que eram, e mudou o testamento em que tinha a Maria das Dores como uma das beneficiárias. Ela apercebeu-se da situação e no dia 2 de outubro viram passar o Douro com o seu guarda-chuva e viram depois regressar a Maria das Dores, umas horas depois, com o guarda-chuva dele na mão. Perguntaram-lhe onde é que ele estava, e ela que disse que não sabia. Nesse dia a maré estava a subir e ela pensou, aquela hora, que o corpo fosse levado, isso não aconteceu. E encontraram o Douro com o crânio esmagado com um destes quartzitos e morto. A Maria das Dores foi julgada, enviada com um suposto cúmplice para o degredo de África, de onde só regressou ela, o suposto cúmplice acabou por morrer lá. Ela fica presa na cadeia antiga, com o postigo virado à Rua da Bandeira que foi mais tarde o edifício dos Paços do Concelho, e havia muita gente que ia dizer-lhe a seguinte lenga-lenga “olha o diabo da Doura, o que é que lhe haveria de dar, foi matar o pobre do coxo, nas pedras ruivas do mar”.

E é assim que a história da Doura nos leva ao quartzito. “Se eu conseguisse rodar um botão e voltar atrás no tempo, ia começar a ver inicialmente bocadinhos um pouco maiores deste material, se voltasse mais atrás começava a ver que eram grãos de quartzo cosidos, ainda se viam lá os estilólitos, que era como se fosse a costura, e se voltasse mais atrás ainda tinha areia. Isto que é um grão de areia gigante que se fundiu, foram milhões de grãos que se fundiram num grão só”.


Por onde passa o roteiro do Geoparque Litoral de Viana do Castelo

São 52 painéis interpretativos nos treze monumentos naturais que perfazem cerca de 4000 hectares de áreas classificadas para a geodiversidade. A lançar até final do ano, a aplicação móvel do Geoparque Litoral Viana permitirá ler a paisagem através de códigos QR que tornam possível com um smartphone ter uma explicação do que se está a observar.

No geoparquelitoralviana.pt vai ser possível planear uma viagem pelos monumentos naturais, que envolve zonas especiais de conservação e também a gastronomia – afinal, estamos no Minho.

“O Geoparque é uma estratégia de desenvolvimento sustentado assente nas nossas raízes, bio e geodiversidade, património cultural, etnografia, usos, costumes, gastronomia, vinhos. É aquilo que nos é identitário e que queremos usar como um motor económico, por via do turismo e também como ferramenta e material através do qual os nossos professores podem desenvolver as suas práticas educativas”, explica do presidente do Conselho Científico do Geoparque, Ricardo Carvalhido.

Está também prevista uma aplicação do Geoparque Litoral Viana que permitirá usufruir de uma tecnologia de realidade aumentada,  uma mistura entre aquilo que é a realidade e aquilo que é informação sob a forma de metadados que são lá colocados.

O Geoparque, ponto por ponto:

  1. Alcantilado de Montedor
  2. Pedras Ruivas
  3. Canto Marinho
  4. Ribeira de Anha
  5. Ínsuas do Lima
  6. Pavimentos Graníticos da Gatenha
  7. Cascatas do Poço Negro
  8. Cascatas da Ferida Má
  9. Penedo Furado do Monte da Meadela
  10. Planalto Granítico das Chãs de Sta. Luzia
  11.  Turfeiras das Chãs de Arga
  12.  Cristas Quartzíticas do Campo Mineiro de Folgadoiro-Verdes
  13.  Dunas Trepadoras do Faro de Anha

Fonte: SAPO 24

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Vereador do Ambiente recebeu Menção Honrosa do Prémio Nacional do Ambiente

A Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do Ambiente (CPADA) atribuiu hoje a Ricardo Jorge Carvalhido, Vereador da Câmara Municipal de Viana do Castelo, o Prémio Nacional de Ambiente, menção honrosa, pelos serviços prestados à Conservação da Natureza, destacando o programa Geoparque Litoral de Viana do Castelo.

A Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do Ambiente, criada em 1991, é a maior organização ambientalista portuguesa, integrando Associações de Defesa do Ambiente e Organizações Não Governamentais de Ambiente, de âmbito nacional, regional e local, de grande diversidade temática (conservação da natureza, ordenamento do território, património construído, ambiente urbano, transportes alternativos, bem-estar animal, agricultura biológica, educação ambiental e atividades específicas), espalhadas no Continente e Regiões Autónomas, que representam, no seu todo, dezenas de milhar de associados.

A Confederação tem como objetivos gerais a defesa do ambiente, nas suas múltiplas vertentes, em particular através do fenómeno do associativismo. É membro do European Environmental Bureau, federação de organizações ambientalistas da Europa e representa as Organizações Não Governamentais de Ambiente (ONGA) no Conselho Económico e Social. Como representante das ONGA no Conselho Económico Social a Confederação tem um papel de parceiro social e interlocutor privilegiado em questões associativas e da política de ambiente.

Ricardo Jorge Ponte de Matos Carvalhido é licenciado em Biologia e Geologia (Universidade do Minho, 2004) e doutorado em Ciências (Especialidade de Geologia) pela Universidade do Minho (2012). Desde 2017 é Vereador da Câmara Municipal de Viana do Castelo, com os pelouros do Ambiente e da Biodiversidade, Ciência, Inovação, Conhecimento e Projetos Educativos.

 

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Autarquia apresenta procedimentos a ter quando encontra um animal selvagem

A autarquia vianense apresentou, ontem, o que fazer quando encontra um animal selvagem. O vereador Ricardo Carvalhido deu essa informação durante a reunião de Câmara.

O vereador, com o pelouro do Ambiente, manifestava que “há alguma dificuldade dos munícipes saberem quais os procedimentos a tomar quando se deparam com um animal selvagem, quer esteja vivo ou morto”. Ricardo Carvalhido considerava que esta uniformização de procedimentos tem duas vertentes. Por um lado “a questão da saúde pública” e por outro “o sofrimento animal”.

O Município dispõe de uma linha, que funciona 24h, para as situações em que o animal já está morto. A SOS Biodiversidade de Viana do Castelo está acessível pelo 258 819 391.

Entre 14 de agosto e 09 de setembro, o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental recebeu 19 ocorrências relacionadas com gaivotas, quer mortas ou feridas. No documento da proposta lê-se que “não existe uma articulação sobre este assunto entre as diferentes entidades, e não existe uma clarificação sobre a competência que é devida nas diferentes situações”.

Fonte: Aurora do Lima

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Voluntários combatem invasoras no baldio

Fonte: Aurora do Lima

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Viana do Castelo promove Semana de Combate à vegetação invasora

De 12 a 17 de outubro, o Município de Viana do Castelo promove a I Semana de Combate à vegetação invasora, fazendo ações em seis monumentos do concelho, com a colaboração de empresas e voluntários. No sábado, dia 17 de outubro, a ação vai decorrer em Vilar de Murteda e é pedida a colaboração de voluntários, que podem inscrever-se no sítio www.cmia-viana-castelo.pt

O evento é enquadrado na Semana Nacional de Sensibilização sobre Espécies Invasoras e pretende, segundo o vereador do Ambiente, a iniciativa surge “na sequência de duas linhas estratégicas em curso que agora se cruzam”. Ricardo Carvalhido adianta que “por um lado temos o problema da invasão biológica (em todo o país)” e que esta tem “destruído grande parte dos nossos ecossistemas”.

Em Viana, os 13 monumentos naturais, para além de vegetação nativa, tem invasoras, nomeadamente acácia, cortaderia, cana gigante, tintureira (uva de cão), chorão e tradescância. Estas são o alvo das ações.

De segunda a sexta-feira, a eliminação das plantas invasoras é desenvolvida em parceria com as empresas que apadrinham os monumentos.

No Alcantilado de Montedor a ação foi desenvolvida na segunda-feira, dia 12, e contou com a colaboração da Junta de Freguesia e as empresas Tobor, Dima e Beach Bowling.

Terça-feira, dia 13, a ação desenvolveu-se no Monumento Natural das Cascatas da Ferida Má, com a Triauto. Hoje, dia 14, a ação esteve presente no Monumento Natural da praia Eemiana da Ribeira de Anha, com a presença da Extinsegur e do Surf Clube de Viana.

Amanhã a ação vai desenrolar-se no Monumento natural das Cristas Quartzíticas do Campo Mineiro de Folgadoiro-verde. E na sexta-feira no Monumento Natural da Falha das Ínsuas do Lima.

Sábado, de manhã a ação acontecerá em Vilar de Murteda, com o apoio de voluntários e à tarde, entre S. Lourenço e o porto de mar, com a colaboração dos escuteiros.

Ricardo Carvalhido conta que “decidimos eleger as áreas classificadas como aquelas em que teremos a natureza no seu pleno”. Acrescentando que pretendem “recuperar aqueles espaços para que quem os visite ou estude, o possa fazer com a sensação de que o ser humano não existe. Voltar atrás no tempo”.

No ano passado, a autarquia contratualizou com 23 empresas e fez uma candidatura ao POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos) para recuperar “ecologicamente”  90km2, tendo conseguido um apoio de 500 mil euros.

Nesta primeira fase, o vereador explica que nesta semana “estamos a fazer a sessão de arranque com as empresas”. Ricardo Carvalhido adianta que irão “formar as empresas quanto às técnicas a empregar na erradicação e controlo da vegetação”, porque “cada espécie exótica tem a sua técnica”. “Nesta I Semana ficarão formadas as equipas de cinco monumentos naturais”, explica, concluindo a formação a 40% das empresas com quem estabeleceram parcerias.

A II semana de Combate à Vegetação Invasora realiza-se no dia 24 de novembro, no Dia Nacional da Cultura Científica. E a terceira semana, a 11 de dezembro, no Dia Internacional da Montanha. Após estas ações ficaram formadas “as restantes empresas que ficarão responsáveis pelos restantes oito monumentos naturais”.

Fonte: Aurora do Lima

 

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Alto Minho faz o ‘tri’ no top 100 dos destinos mais sustentáveis do mundo

O Alto Minho integra, pela terceira vez, a lista dos 100 melhores destinos sustentáveis ​​do mundo no âmbito da iniciativa Top 100 Sustainable Destinations 2020.

O anúncio oficial foi feito esta terça-feira na Conferência Global Green Destinations Days, a decorrer este ano online devido ao contexto pandémico.

A região do Alto Minho abarca os concelhos de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira, com uma área total de 2.210 km2.

Este selo de qualidade resulta do trabalho da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) ao longo dos anos no âmbito do desenvolvimento sustentável da região, tendo o mesmo sido reconhecido pela terceira vez pela Green Destinations, rede institucional que lidera uma parceria de organizações internacionais especializadas em turismo sustentável e avalia os destinos concorrentes a nível mundial.

A competição tem como principal objetivo destacar histórias de sucesso e trocar boas práticas para tornar os destinos turísticos mais sustentáveis, gerando benefícios para as comunidades locais e para os viajantes, bem como serem uma fonte de inspiração para outros destinos e agentes turísticos. O tema escolhido para a edição deste ano foi Vamos reconstruir juntos de uma forma mais sustentável devido à situação pandémica que o mundo vive atualmente.

As nomeações foram avaliadas pela equipa do Sustainable Top 100, composta por especialistas de vários países e pelos parceiros da Green Destinations, sob a coordenação da Green Destinations Foundation, sendo de salientar os contributos da Green Destinations, QualityCoast, TravelMole, Vision on Sustainable Tourism, Travelife, ITB Berlin, Asian Ecotourism Network, Ecotourism Australia e GLP Films.

Este ano a seleção foi mais do que nunca determinada pela qualidade, eficiência e transferibilidade das boas práticas submetidas pelos destinos.

Portugal conseguiu a nomeação de dez destinos (que é o número máximo de destinos por país) para este título. Assim, além do Alto Minho, figuram também na lista de nomeados o arquipélago dos Açores; Águeda; Arouca; Cascais; Dark Sky Alqueva; Lagos; a região do Oeste; as Serras do Socorro e Archeira; Sintra e Torres Vedras. A lista Top 100 2020 estará disponível no website da Green Destinations.

De referir que os participantes no Top 100 serão convidados a fazer parte do Good Travel Guide, onde poderão contar as suas histórias aos viajantes interessados.

Saliente-se que o Alto Minho, conhecido por ser uma região certificada pela sua excelência natural, foi reconhecida, em julho de 2019, como Green Destinations/QualityCoast Platinum por cumprir a maior parte dos critérios, e em março deste ano considerado o segundo melhor destino sustentável na categoria Melhor da Europa.

De referir, ainda, que cerca de 30 por cento do seu território está incluído na Rede Natura 2000, sendo também a primeira NUTS III de Portugal Continental a possuir o galardão da Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS), concedida pela Federação Europeia de Parques Nacionais e Naturais (Federação EUROPARC).

Fonte: Rádio Vale do Minho

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Serra d’Arga deverá ser Área de Paisagem Protegida no início de 2021

A classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem Protegida de Interesse Regional deverá estar concluída no início de 202l para garantir a proteção daquele território, disse hoje o coordenador do projeto.

Em declarações à agência Lusa, Guilherme Lagido apontou o final deste ano para a constituição de uma associação de municípios, que juntará os concelhos de Caminha, Viana do Castelo, Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira, e para a obtenção de um parecer, pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), sobre o regulamento da futura Área de Paisagem Protegida.

“A constituição da associação de municípios tem de ser submetida à aprovação dos executivos e das assembleias municipais, sendo que estas últimas só reunirão em dezembro. Nessa altura, já teremos o parecer do ICNF. A partir daí, o regulamento entra em discussão pública. Concluída essa consulta, o regulamento será publicado em Diário da República. Acredito que logo no início de 2021 teremos condições para ter a Área de Paisagem protegida formalmente constituída”, explicou o também vice-presidente da Câmara de Caminha.

Em setembro, os executivos municipais dos quatro municípios parceiros no projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora” aprovaram, por unanimidade, a constituição de uma associação de municípios com fins específicos para garantir a gestão do território a classificar.

Segundo Guilherme Lagido, antigo diretor do Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), “atualmente, os quatro municípios estão a reunir, semanalmente, na constituição da associação, na definição dos seus propósitos, e dos estatutos que a regerão”.

“Além desta fase muito técnica, estamos também a trabalhar no regulamento da futura Área Protegida e a encetar contactos com ICNF no sentido de garantirmos a sua integração, imediata, na Rede Nacional de Áreas Protegidas (RNAP)”, especificou.

O mapa da futura Área Protegida “está praticamente estabilizado”, sendo que abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 hectares encontram-se classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Naquela área, “cerca de 90% dos 10 mil hectares da Serra d’Arga distribuem-se pelos concelhos de Caminha e Viana do Castelo, 8% no concelho de Ponte de Lima e os restantes 2% em Vila Nova de Cerveira.

Segundo o Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

A Serra d’Arga é uma das áreas que deve ser abrangida.

Os municípios envolvidos no projeto de classificação consideram que “a Serra d’Arga constitui uma área emblemática, pela vastidão das paisagens agrestes do seu topo e também pela singularidade dos seus valores naturais”.

Apontam os “10 tipos de ‘habitat’ de importância comunitária, a riqueza florística, com 546 espécies de plantas vasculares, incluindo 32 espécies raras ou ameaçadas de extinção, a presença confirmada de mais de 180 espécies de vertebrados selvagens, entre as quais espécies raras e emblemáticas como o lobo, a salamandra-lusitânica e o bufo-real”.

“A Serra d’Arga providencia um conjunto de serviços de ecossistemas que devem ser salvaguardados e potenciados tendo em vista a melhoria do bem-estar das populações locais, a proteção e aumento da biodiversidade, a mitigação e adaptação aos impactes das alterações climáticas, e a reunião das condições de suporte para o desenvolvimento de uma economia verde”, descrevem os quatro municípios no documento que aprovaram a autorizar a constituição da associação responsável pela criação da área protegida.

Consideram ainda que a atual figura de proteção atribuída à Serra d’Arga, Sítio de Importância Comunitária, “em termos práticos, é manifestamente insuficiente no sentido de propiciar as necessárias condições para uma gestão integrada da área por parte dos municípios com a responsabilidade administrativa na mesma, dificultando a definição de uma estratégia conjunta de preservação e valorização do património existente”.

Os municípios envolvidos no processo de criação da área protegida “acreditam que, a exemplo da experiência obtida com a classificação e consequente gestão intermunicipal de outras áreas de Paisagem Protegida de Interesse Regional, a da Serra d’Arga contribuirá para a conservação da natureza e da biodiversidade em presença na serra e por conseguinte no Noroeste Peninsular”.

Fonte: O MINHO

 

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Geoparque Litoral de Viana do Castelo dispõe oferta educativa através do guia “Recursos Educativos – Recursos Presenciais e Não Presenciais / Ano letivo 2020-2021” do Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal

Já se encontra disponível a oferta educativa do Geoparque Litoral de Viana do Castelo na publicação “Recursos Educativos – Recursos Presenciais e Não Presenciais/ Ano Letivo 2020-2021” do Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal. Este recurso tem como público-alvo os docentes e alunos de vários níveis de ensino, com base nos Programas e Metas Curriculares da Direção-Geral da Educação (DGE).

O roteiro tem como objetivo continuar a dar resposta às necessidades das escolas no que diz respeito às visitas de campo e outras experiências formativas, tendo em conta os cuidados de saúde e segurança a ter dado à situação pandémica atual. Pretende, também, contribuir para o desenvolvimento local por meio de iniciativas que visam salvaguardar e aproveitar ao máximo o património geológico e mineiro existente e promover o conhecimento cientifico.

O Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal é promovido pela Direção Geral de Energia e Geologia – DGEG, pela Empresa de Desenvolvimento Mineiro SA – EDM e da Inovação e do Desenvolvimento, do Ministério da Economia. Também, conta com a participação de trinta e oito outras entidades, entre eles a Câmara Municipal de Viana do Castelo | Geoparque Litoral de Viana do Castelo, os restantes geoparques nacionais, Museus, centros de Ciência Viva, entre outros.

O Geoparque tornou-se parceiro do Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal, em 2019, tendo em conta a importância mineira e geológica evidente nos Monumentos Naturais Locais e sítios da geodiversidade.

Neste contexto, apresenta-se no guia de recursos educativo do Roteiro de Minas diversas atividades presenciais e não presenciais para o ano letivo 2020-2021, que conta com o apoio da DGE na divulgação desta oferta educativa pelos estabelecimentos.

A oferta educativa do Geoparque Litoral de Viana do Castelo está disponível nas páginas 95-100, e pode ser consultada aqui.

Para mais informações aceda a www.roteirodeminas.pt.

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Viana aprova criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga

A Câmara de Viana do Castelo aprovou esta sexta-feira por unanimidade, em reunião camarária, a proposta de criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga, que inclui mais quatro concelhos do Alto Minho.

Com aquela decisão, o executivo municipal autorizou o município de Viana do Castelo a “constituir com [os concelhos de] Ponte de Lima, Caminha e Vila Nova de Cerveira, uma associação de municípios com fins específicos que garantirá a gestão futura Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga”.

“Enquanto a nova associação não estiver constituída, será a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho a dar cobertura do ponto de vista do chapéu jurídico”, especificou o presidente da Câmara de Viana do Castelo, durante a apresentação da proposta.

A criação da nova área protegida que “observa o disposto no Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, aprovado no Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de julho”.

A serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 hectares se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Segundo o Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

A Serra d’Arga é uma das áreas que deve ser abrangida.

A proposta que o executivo de Viana do Castelo hoje aprovou, refere que “a Serra d’Arga constitui uma área emblemática, pela vastidão das paisagens agrestes do seu topo e também pela singularidade dos seus valores naturais”.

O documento enumera os “10 tipos de ‘habitat’ de importância comunitária, a extraordinária riqueza florística, com 546 espécies de plantas vasculares, incluindo 32 espécies raras ou ameaçadas de extinção, a presença confirmada de mais de 180 espécies de vertebrados selvagens, entre as quais espécies raras e emblemáticas como o lobo, a salamandra-lusitânica e o bufo-real”.

Segundo o documento, “a Serra d’Arga detém um património cultural singular pela sua situação geográfica, mas também pela forma como as atividades humanas foram desenvolvidas, de modo, ao longo do tempo, garantir a sustentabilidade das populações”.

Os cinco municípios envolvidos no processo de criação da área protegida “acreditam que, a exemplo da experiência obtida com a classificação e consequente gestão intermunicipal de outras áreas de Paisagem Protegida de Interesse Regional, a da Serra d’Arga, contribuirá para a conservação da natureza e da biodiversidade em presença na serra e por conseguinte no Noroeste Peninsular”.

A decisão foi tomada na sessão extraordinária convocada pela maioria socialista a pedido dos vereadores do PSD e CDU para discutir o abate de 20 árvores, na avenida do Cabedelo, em Darque, previsto nas obras de construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade.

Fonte: O MINHO

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Campo de Trabalho Internacional intervém no Monumento Natural Local da Ribeira de Anha para travar espécies invasoras

A Câmara Municipal de Viana do Castelo promove entre 31 de agosto e 3 de setembro, um Campo de Trabalho Internacional “que prevê o controlo de espécies exóticas invasoras no Monumento Natural Local da Ribeira de Anha”.

A iniciativa Campo de Trabalho Internacional – Transition Portugal, da Associação Juvenil de Deão (AJD), conta com a colaboração da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Vila Nova de Anha, envolvendo cerca de 20 voluntários de Portugal, Itália, Brasil e Argentina.

Esta iniciativa “prevê ações de controlo de espécies exóticas com comportamento invasor em prol da promoção da biodiversidade e sustentabilidade dos ecossistemas locais”.

A autarquia informou que a área a intervencionar, o Monumento Natural Local da Ribeira de Anha, “é uma das áreas que irá beneficiar da intervenção financiada pelo POSEUR – Recuperação Ecológica de Áreas Classificadas de Viana do Castelo – no valor aproximado de 500 mil euros, e da intervenção protocolada recentemente com a Junta Regional do Corpo Nacional de Escutas de Viana do Castelo, para o mesmo fim”.

“As intervenções em curso e projetadas garantirão no final de 2021 a costa de Viana do Castelo livre de vegetação exótica, permitindo o recrudescimento da vegetação nativa”, disse a Câmara de Viana.

O Monumento Natural Local da Ribeira de Anha corresponde à área envolvente à foz da ribeira de Anha com cerca de 41 ha.

Esta área apresenta “elevado interesse científico, associado à preservação de importantes indícios geomorfológicos e estratigráficos”.

No geossítio está presente um depósito conglomerático clasto-suportado, que se deduz, pela relação estratigráfica, posição altimétrica e fácies, constituir o resto de uma praia de seixos do último período interglaciar (125 mil anos).

Este é, até ao momento, registo sedimentar único do Eemiano na costa de Viana do Castelo, a sul do rio Lima.

No monumento, o testemunho litostratigráfico em conjunto com as plataformas costeiras do último período interglaciar posicionam-se até cerca de 1 metro abaixo dos mesmos registos verificados a norte do rio Lima.

Neste sentido, estima-se que a atividade inversa da Falha do Lima terá provocado o levantamento do setor norte do concelho nos últimos 125 mil anos a uma taxa média de 0,008 milímetros por ano.

O penúltimo período interglaciar (245 mil anos) está representado no monumento sob a forma de geoformas de dinâmica costeira, nomeadamente sapas e marmitas.

As pias salineiras de idade pré-romana também surgem neste local.

Fonte: Alto Minho TV

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Viana do Castelo hasteou hoje 8 bandeiras azuis com praias adaptadas à situação pandémica

O Município de Viana do Castelo ostenta a partir de hoje 8 bandeiras azuis nas praias de Afife, Arda, Paçô, Carreço, Norte, Cabedelo, Amorosa e Castelo do Neiva. O processo de avaliação, mais demorado este ano pela situação pandémica decorrente do COVID-19, envolveu a garantia de situações de detalhe, nomeadamente a existência de salas de isolamento COVID-19 em todas as praias, a sinalética de circulação nos 8 km de rede de passadiços, a limpeza permanente dos sanitários e a regulamentação especial do funcionamento dos concessionários.

Recorde-se que a atribuição de Bandeira Azul implica a garantia de informação e educação ambiental, garantia de qualidade da água, garantia de gestão ambiental sustentável e dos equipamentos e a garantia de segurança balnear.

A costa de Viana do Castelo, com mais de 40 recantos de areia e outras rochas brandas, distribui-se por mais de 24 km. Dotada de 10 troços com qualidade para a prática balnear, as praias de Viana do Castelo são santuários onde a Natureza e a Cultura estão bem conservadas.

Inseridas na Zona Especial de Conservação do Litoral Norte e onde estão classificados 5 dos 13 monumentos naturais de Viana do Castelo, as dez praias têm águas de excelente qualidade e temperatura amena, e são servidas por uma rede de 8 km de passadiços, cuidadosamente mantidos e fundamentais para a garantia das acessibilidades. Estas infraestruturas são essenciais para a proteção dos ecossistemas dunares. A vigilância, assistência e socorro balnear está a cargo da Associação de Nadadores Salvadores Coordenada Decimal, que garante um corpo de 38 nadadores salvadores que opera em conjunto com a Autoridade Marítima, através de 4 viaturas de apoio de assistência à emergência.

Fruto da crise sanitária global provocada pela COVID-19, a Câmara Municipal de Viana do Castelo reforçou os cuidados e a atenção sobre o desenvolvimento da época balnear, tendo sido criados circuitos nos passadiços, protocolada a criação da figura do Assistente de Praia com o Corpo Nacional de Escutas e implementado um sistema que permite a monitorização do estado de repleção dos recipientes de resíduos, e a avaliação da qualidade do serviço dos balneários. Esta rede é de utilização gratuita, assegurando-se a limpeza e higienização, em regime permanente, em todas as praias do concelho de Viana do Castelo.

Foi também desenvolvida a webapp praias.cm-viana-castelo.pt, lançada em junho passado, que disponibiliza informação fundamental, como os pontos de sinistralidade balnear, a lotação da praia e do respetivo parque de estacionamento, os sentidos de circulação nos passadiços, entre outras informações importantes, como os contactos de emergência.

A operação balnear, iniciada em 27 de junho passado e que decorre até 30 de agosto, implicou um investimento direto do orçamento municipal de 403 mil euros.

 

 

Época balnear 2020 em Viana do Castelo

A bela costa de Viana do Castelo, com mais de 40 recantos de areia e outras rochas brandas, distribui-se por mais de 24 km. Dotada de 10 troços com qualidade para a prática balnear, as praias de Viana do Castelo são santuários onde a Natureza e a Cultura estão bem conservadas e se expõem plenamente aos sentidos de quem nelas se permite imergir. Inseridas na Zona Especial de Conservação do Litoral Norte e onde estão classificados 5 dos 13 monumentos naturais de Viana do Castelo, as 10 praias têm águas de excelente qualidade e temperatura amena, e são servidas por uma rede de 8 km de passadiços, cuidadosamente mantidos e fundamentais para a garantia das acessibilidades. Estas infraestruturas são essenciais para a proteção dos ecossistemas dunares. A vigilância, assistência e socorro balnear são garantidos por um corpo de 38 nadadores salvadores que operam em conjunto com a Autoridade Marítima, através de 4 viaturas de apoio de assistência à emergência. Os apoios mínimos e de apoio à prática desportiva constituem uma rede infraestrutural em crescimento, que acompanha o franco desenvolvimento do projeto de Viana Cidade Náutica do Atlântico, o que tem contribuído para o esbater da sazonalidade, fenómeno cada vez mais consolidado no tempo.Em 2020 e fruto da crise sanitária global provocada pela COVID-19, reforçámos os cuidados e a atenção sobre o desenvolvimento da época balnear. Criámos circuitos nos passadiços, protocolámos a criação da figura do Assistente de Praia com o Corpo Nacional de Escutas e implementámos um sistema que permite a monitorização do estado de repleção dos recipientes de resíduos, e a avaliação da qualidade do serviço dos balneários. Esta rede é de utilização gratuita assegurando-se a limpeza e higienização, em regime permanente.E porque acreditamos que a excelência na prestação de serviço público surge do empenhamento individual e coletivo, por via da corresponsabilização dos vários atores sociais – institucionais e munícipes -, desenvolvemos a webapp praias.cm-viana-castelo.pt, lançada em junho passado, que disponibiliza informação fundamental como os pontos de sinistralidade balnear, a lotação da praia e do respetivo parque de estacionamento, os sentidos de circulação nos passadiços, entre outras informações importantes, como os contactos de emergência.Nos dias em que decida não ser prudente usufruir da praia ou porque, simplesmente, não lhe apetece ou porque a hora não é a mais adequada, deixe-se ir à aventura e conheça os nossos outros encantamentos: a Cidade com mais de 762 anos de História; o rio Lima de plácida beleza (das margens ou de uma canoa); as montanhas que peculiarmente se agigantam sobre o Atlântico e tocam os 800 metros de altitude, conservando turfeiras milenares; ou o nosso céu escuro, estrelado, por onde se guiaram os mareantes que, do Foral de D. Afonso III, nos trouxeram dos primórdios de Viana da Foz do Lima.

Publicado por Câmara Municipal de Viana do Castelo em Segunda-feira, 17 de agosto de 2020

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21 empresas e associações apadrinham Áreas Classificadas do concelho de Viana do Castelo

No âmbito da responsabilidade ambiental, 18 empresas e 3 associações de Viana do Castelo assinaram com a Câmara Municipal protocolos de cooperação para a manutenção e a reabilitação ecológica de Áreas Classificadas do concelho de Viana do Castelo.

Os protocolos têm por objetivo a reabilitação ecológica de áreas classificadas do concelho de Viana do Castelo, em especial os 13 monumentos naturais, através da realização de ações de erradicação e controlo dos agentes bióticos invasores identificados, garantindo o sucesso do crescimento vegetativo das espécies nativas instaladas.

As ações a realizar pelas entidades parceiras – Amavical – Soluções Industriais, Baltor, Beachbowling, BMVIV, BorgWarner, Darque Kayak Clube, Descubra Minho, El.pe – Elisa Pereira e Freitas Lda., ELSPEC, Empresa Dima- Equipamentos Indutriais Lda, Empresa Tobor- Acessórios para a Indústria Lda, Extinsegur, GARANTFREQUÊNCIA LDA, Misturacor, Moviglobal, Nortaluga, Painhas PAGROUP, Sambiental, Surf Clube de Viana, Triauto, Viana Remadores do Lima – irão contemplar a erradicação de invasoras, plantação de espécies autóctones, limpeza de vegetação, limpeza de resíduos e monitorização da área adotada quanto ao crescimento vegetativo e à sinalética de interpretação, apoio e visitação.

No seguimento da implementação da Estratégia Municipal para a Conservação da Natureza, Viana do Castelo dispõe, neste momento, de cerca de 9.000 hectares de áreas classificadas, zonas que preservam valor científico para a biodiversidade (3 sítios de importância comunitária da Rede Natura2000) e para a geodiversidade (13 monumentos naturais). Viana do Castelo é o único concelho do país com a tarefa de inventário, caraterização e classificação de sítios naturais devidamente concluída.

Tendo em conta que as áreas classificadas detêm, para além do valor científico, valor turístico e educativo, a recuperação ecológica destes espaços, nomeadamente no que respeita à erradicação e controlo da vegetação exótica com comportamento invasor é fundamental.

A Câmara Municipal tem em curso uma empreitada financiada pelo POSEUR no valor de mais de meio milhão de euros para a recuperação ecológica de 5 monumentos naturais – Pavimentos Graníticos da Gatenha, Cascatas da Ferida Má, Falha das Ínsuas do Lima, Praia Eemiana da Ribeira de Anha e Cemitério de Praias Antigas do Alcantilado de Montedor.

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Viana do Castelo lança app que envolve cidadãos na identificação de espécies

A Câmara de Viana do Castelo vai lançar, na terça-feira, “a primeira app de ciência cidadã” que pretende “pôr os munícipes a participar em projetos de índole científico, identificando animais, fungos e plantas” de todo o país.

“A plataforma está a funcionar há mais de um ano, numa fase inicial apenas na Internet, e agora evolui para ser uma app, disponível em sistemas operacionais da Android e IOS. O objetivo é que os munícipes possam participar em projetos de índole científico, ajudando a identificar animais, fungos e plantas”, disse hoje à agência Lusa o vereador do Ambiente, Ciência e do Conhecimento na Câmara de Viana do Castelo.

Contactado pela Lusa, a propósito de um comunicado sobre a aplicação enviado esta segunda-feira à imprensa pela Câmara da capital do Alto Minho, Ricardo Carvalhido adiantou que a app “vai dar especial atenção às espécies invasoras, tornando-se numa ferramenta importante de gestão e planeamento municipal com vista à sua erradicação uma vez que passam a estar localizadas as áreas invadidas”.

A nova aplicação, designada BioRegisto, que pretende assinalar o Dia Nacional da Conservação da Natureza, que se assinala na terça-feira, começou em 2018, com base online, registando atualmente “mais de 780 observações que correspondem a 267 espécies registadas e validadas pelos parceiros científicos”.

Estão registados, neste momento, segundo a nota do município, “729 utilizadores na plataforma e já foram carregadas 1.252 fotografias”.

As “espécies com mais observações até ao momento foram o Guarda-rios e o Pica-pau-malhado, ambas com 22 registos cada espécie”.

As aves “são o grupo com mais registos, contando já com 308 observações, seguidas dos insetos, com 122 observações, e dos anfíbios, com 39 observações”.

A aplicação “pretende também que os utilizadores apoiem o município na identificação de espécies exóticas (algumas com claro comportamento invasor, como é o caso da acácia), dados de grande valor para o estudo destas espécies, nomeadamente nas suas formas de controlo e erradicação”.

Na terça-feira, as comemorações do Dia Mundial da Conservação da Natureza integram ainda “a assinatura de protocolos de colaboração entre a Câmara, 18 empresas e três associações, tendo por objetivo a reabilitação ecológica de áreas classificadas do concelho de Viana do Castelo, em especial os 13 monumentos naturais, através da realização de ações de erradicação e controlo dos agentes bióticos invasores identificados, garantindo o sucesso do crescimento vegetativo das espécies nativas instaladas”.

Na nota, a Câmara Municipal adianta estar em curso uma empreitada no valor de mais de meio milhão de euros, financiada pelo Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) para a recuperação ecológica de cinco monumentos naturais – Pavimentos Graníticos da Gatenha, Cascatas da Ferida Má, Falha das Ínsuas do Lima, Praia Eemiana da Ribeira de Anha e Cemitério de Praias Antigas do Alcantilado de Montedor.

As ações a realizar pelas entidades parceiras “irão contemplar a erradicação de invasoras, plantação de espécies autóctones, limpeza de vegetação, limpeza de resíduos e monitorização da área adotada quanto ao crescimento vegetativo e à sinalética de interpretação, apoio e visitação”.

Fonte: Observador

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Intervenção “exemplar” beneficiou área de 75 hectares no baldio de Carvoeiro

O Presidente da Câmara Municipal assinou um protocolo com o Conselho Diretivo do Baldio de Carvoeiro para apoiar a execução de um projeto de beneficiação florestal que abrangeu uma área de 75 hectares no baldio de Carvoeiro. O autarca, José Maria Costa, considerou mesmo que esta foi “uma intervenção exemplar em Viana do Castelo”.

Acompanhado pelo executivo camarário e pelo autarca e executivo da União de Freguesias de Barroselas e Carvoeiro, o Presidente da Câmara visitou ainda as obras da Avenida 18 de Dezembro e a pavimentação da Estrada Nacional (EN) 305-1, tendo ainda avaliado projetos em curso ou já planeados.

O projeto de beneficiação florestal, no valor de mais de 112 mil euros, cuja candidatura foi aprovada no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020, contemplou a beneficiação e o aproveitamento de regeneração natural de pinheiro bravo numa área de 13,10 hectares e o controlo da vegetação espontânea, desramação e podas de formação em 61,96 hectares.

Visou a proteção e valorização de sobreiros e carvalhos existentes no baldio, através da eliminação da vegetação arbustiva que era constituída essencialmente por giesta, e na valorização das áreas de pinheiro bravo. Este projeto de beneficiação florestal teve como objetivo principal reconverter povoamentos florestais abandonados e aumentar a capacidade de defesa deste território ao fogo.

O projeto foi financiado a 80% pelo FEADER, sendo o pagamento dos restantes 20% da responsabilidade do Conselho Diretivo. A Câmara Municipal de Viana do Castelo, parceiro estratégico na defesa e valorização da floresta municipal e do baldio de Carvoeiro, disponibilizou-se para apoiar este importante projeto.

 

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Museu Virtual da Memória Marítima de Viana do Castelo inaugurado no navio Gil Eannes

Foi inaugurado o Museu Virtual da Memória Marítima de Viana do Castelo na ré do navio-hospital Gil Eannes. O Centro de Mar, valência instalada a bordo do Gil Eannes, recebeu no decorrer do primeiro trimestre de 2020 uma empreitada de refuncionalização para acolher o novo museu, uma infraestrutura para a promoção da Ciência e do Conhecimento do Mar de Viana, inscrita na Agenda de Ciência e de Conhecimento do município (quadriénio 2017-2021).

A nova valência agora inaugurada consiste num equipamento pertencente à Rede Municipal de Ciência e inclui o Centro de Documentação do Mar, onde será possível consultar de forma interativa e desmaterializada o acervo documental disponível, entre livros, revistas, monografias e periódicos sobre a temática do mar, mantendo-se a possibilidade da consulta material e requisição de alguns dos bens.

Tem ainda uma segunda valência, também digitalizada, que constitui o Centro do Património Imaterial do Mar de Viana, onde é possível aceder a conteúdo audiovisual proveniente da recolha de testemunhos da vida pessoal e de trabalho dos homens e mulheres que se fizeram valer no nosso mar.

O espaço dedicado ao museu inclui também uma área vocacionada para a promoção de atividades de serviço educativo e também um espaço de consulta de reservados.

O Museu Virtual da Memória Marítima de Viana do Castelo constitui um equipamento que marca o Ano Municipal da Literacia Científica, em curso, com uma programação que inclui a inauguração de diversas instalações para promoção e divulgação da ciência e do conhecimento.

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Arrancou empreitada financiada pelo POSEUR para cumprir Programa de Reabilitação de Áreas Classificadas do concelho

No âmbito da Estratégia Municipal para a Conservação da Natureza, plano inscrito na Agenda de Ambiente e Biodiversidade em curso para o quadriénio 2017-2021, a Câmara Municipal obteve aprovação do POSEUR para a execução do Programa de Reabilitação Ecológica das Áreas Classificadas do concelho.

O arranque da empreitada, no valor global de meio milhão de euros e que ocorreu hoje, 1 de julho, irá permitir a recuperação ecológica dos primeiros 5 monumentos naturais, áreas únicas para o conhecimento da história geológica da Península Ibérica desde há mais de 500 milhões de anos e que fazem parte da candidatura que o Município está a preparar para reconhecimento de território Geoparque Mundial da UNESCO: o Monumento Natural dos Pavimentos Graníticos da Gatenha, o Monumento Natural do Cemitério das Praias Antigas de Alcantilado de Montedor, o Monumento Natural da Ribeira de Anha, o Monumento Natural das Cascatas da Ferida Má e o Monumento Natural das Falhas das Ínsuas do Lima.

A empreitada foi iniciada no Monumento Natural dos Pavimentos Graníticos da Gatenha, na costa de Afife, tendo marcado presença o Presidente da Câmara Municipal e o Vereador do Ambiente e Biodiversidade, bem como os Presidentes das Juntas de Freguesia de Afife, Carreço, Vila Nova de Anha, de Santa Marta de Portuzelo, de Amonde e de Freixeiro de Soutelo, e ainda o Presidente da União de Freguesias de Mazarefes e Vila Fria. Estiveram igualmente presentes no arranque da empreitada, a cargo da empresa Ambiflora, a Direção da Associação de Caçadores de Vila Nova de Anha, o Presidente da Comissão Diretiva dos Baldios da Montaria e a equipa técnica da Divisão de Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Recorde-se que o programa de recuperação ecológica das áreas classificadas de Viana do Castelo, candidatado em agosto de 2019 e aprovado pelo POSEUR no início de 2020, contou com a colaboração de todas entidades hoje representadas. As ações de erradicação e controlo de espécies exóticas, principalmente de Acacia dealbata (Mimosa), Acacia longifolia (Acácia-de-espigas) e Acacia Melanoxylon (Austrália), Carpobrotus edulis (chorão das praias), Arundo donax (cana gigante), Trandescantia fluminencis (erva-da-fortuna ou tradescância) e Cortaderia selloana (erva das pampas ou plumas) foi candidatada tendo em conta que Viana do Castelo é um território rico do ponto de vista do Património Natural e Cultural, com cerca de 4.800 hectares especificamente designados para a proteção de habitats da fauna e da flora (3 sítios de importância comunitária da Rede Natura 2000), sendo o único concelho do país com o inventário do património geológico concluído e devidamente classificado como 13 monumentos naturais, perfazendo uma área total de cerca de 2.832 hectares.

Por último, realça-se que, para além da empreitada em curso, o programa de reabilitação ecológica inclui um plano de monitorização a 5 anos que contará com o apoio e intervenção das Juntas e Uniões de Freguesia, Agrupamentos de Escuteiros, Associações de Caçadores e Comissões Diretivas de Baldios, premissa necessária a garantir a perenidade do sucesso da intervenção agora iniciada.

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Cidade de Viana enfeitada com dois mil vasos de flores

As varandas e fachadas de edifícios do centro histórico de Viana do Castelo estão a ser enfeitadas com flores.

A iniciativa da Câmara Municipal, “Florir o Centro Histórico – Reforçar a Identidade e a Pertença dos Vianenses”, prevê a colocação de dois mil vasos floridos, vindos do Horto Municipal de Viana do Castelo. Proprietários e arrendatários da cidade podem aderir.

Segundo comunicado da Autarquia, a primeira fase começou pelas varandas e fachadas da Praça da República, Passeio das Mordomas da Romaria, Largo Histórico do Minho, e ruas Aurora do Lima, da Bandeira, da Picota e Manuel Espregueira (troço até à interceção com a Avenida dos Combatentes).

Estão abrangidas para já cerca de 300 habitações, prevendo-se a colocação de aproximadamente 2000 vasos de flores.

Fonte: Jornal de Notícias

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Viana do Castelo investe 402 mil euros na valorização da orla costeira e espaços naturais e na vigilância de praias durante época balnear

O Município de Viana do Castelo está a investir, no presente ano, 402 mil euros na requalificação e valorização ambiental nos territórios da orla costeira e dos espaços naturais e na vigilância de doze praias durante a época balnear. O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo e o Presidente da Coordenada Decimal – Associação de Nadadores Salvadores assinaram hoje o protocolo que garante a salvaguarda da segurança nas praias marítimas e fluviais no período entre 27 de junho e 30 de agosto, num investimento de 197 mil euros.

No início de junho, tinha já sido aprovado uma verba de quase 170 mil euros para o Programa de Conservação e Valorização Ambiental dos espaços da orla costeira e de 35 mil euros para o Programa de Conservação, Requalificação e Valorização Ambiental dos espaços naturais, envolvendo os territórios das praias, espaços de recreio e lazer.

O protocolo agora assinado visa, assim, garantir a segurança, durante a época balnear, nas praias de Afife, Arda/Bico, Paçô, Carreço, Norte, Cabedelo, Cabedelo/Luziamar, Rodanho, Amorosa 1, Amorosa 2, Castelo de Neiva, Argaçosa e Foz do Lima, salvaguardando a segurança dos utentes e de praticantes de desportos náuticos, nas praias vigiadas e não vigiadas. A partir de amanhã, 10 de junho, será garantida vigilância em cinco praias do concelho com maior perigosidade devido aos feriados, abrangendo as praias da Arda, Afife, Paço, Amorosa e Cabedelo.

No âmbito da estratégia de Viana do Castelo “Cidade Náutica do Atlântico” e nomeadamente ao nível da política de promoção e valorização das potencialidades ambientais e turísticas do concelho, importa criar boas condições de acolhimento e segurança dos utentes das praias, em especial aos banhistas e praticantes de desportos náuticos. Na época balnear de 2020 são reforçados os meios e os equipamentos de informação, apoio, vigilância, segurança, socorro e salvamento, integrando as praias do litoral não vigiadas.

De acordo com o protocolo, o Município de Viana do Castelo suportará os encargos financeiros, respeitando o dispositivo de segurança e cumprindo as instruções do órgão local da Autoridade Marítima, Capitania do Porto de Viana do Castelo. Já a Coordenada Decimal fica responsável, entre outros, pela preparação da época balnear, que inclui recrutamento, seleção, capacitação e contratação dos nadadores salvadores, paramédico, coordenador, operadores de embarcação e motos 4×4, assumindo ainda a monitorização e coordenação dos profissionais do dispositivo de segurança.

No âmbito dos Protocolos de Conservação, Requalificação e Valorização Ambiental com as Juntas e Uniões das Freguesias do concelho, a autarquia fará um investimento de 169.487,00 euros em ações de conservação, salvaguarda, reabilitação, requalificação e valorização ambiental nos territórios da orla costeira no concelho de Viana do Castelo, através de investimentos na preservação dunar, ordenamento das áreas de estacionamento, qualificação dos apoios de praia e a criação de melhores acessibilidades às praias para todos os cidadãos, abrangendo as Praias de Afife, Praia Norte, Carreço, Paçô, Castelo de Neiva, Amorosa, Cabedelo, Praia do Coral, Praia do Rodanho.

Já para o Programa de Conservação, Requalificação e Valorização Ambiental dos espaços naturais envolvendo os territórios das praias, espaços de recreio e lazer foi aprovada uma verba de 35 mil euros, a ser transferida para as Juntas e Uniões de Freguesia, abrangendo Alvarães – Azenha da Almerinda, Amonde – Pincho, Darque – São Lourenço, Lanheses – Parque Verde, Santa Marta de Portuzelo – Parque de Merendas da Preguiça, U. F. de Geraz do Lima (Santa Maria, Santa Leocádia e Moreira) e Deão – Candeias, U. F. de Subportela, Deocriste e Portela Susã – Torrenta, U.F. de Cardielos e Serreleis- Cardielos – Parque de Merendas e Serreleis – Barco do Porto; U.F. Viana do Castelo (Santa Maria Maior, Monserrate) e Meadela – Argaçosa e Vila Franca – Barco do Porto.

 

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Câmara Municipal e Serviços Municipalizados lançam plataforma de monitorização partilhada com munícipes dos equipamentos de recolha de resíduos e estado de limpeza de sanitários balneares

Para assinalar o Dia Mundial do Ambiente, ontem assinalado, a Câmara Municipal de Viana do Castelo iniciou hoje o Módulo de Monitorização Partilhada do Ambiente, um dos eixos em curso no âmbito da Agenda de Inovação para o quadriénio 2017-2021, desenvolvido em colaboração com os Serviços Municipalizados de Viana do Castelo e que contou com o apoio das Juntas e Uniões de Freguesia da Costa de Viana do Castelo.

O Módulo de Monitorização Partilhada do Ambiente consiste, nesta primeira fase, no lançamento de uma plataforma que conta com a participação cívica dos utilizadores/munícipes para a monitorização e apoio à gestão da recolha de resíduos nos ecopontos, nos recipientes instalados na rede de passadiços e, em breve, na Ecovia do Litoral Norte e no centro da cidade de Viana do Castelo. Durante a época balnear o sistema permitirá também a monitorização partilhada entre as entidades competentes (Câmara Municipal, Serviços Municipalizados e Juntas de Freguesia) e os Munícipes/Utilizadores, dos sanitários e balneários das praias.

O módulo participativo baseia-se num trabalho de vários meses que consistiu na georreferenciação dos recipientes de recolha de resíduos e onde estão a ser colocados dísticos sinalizadores por forma a que o munícipe possa informar, através do uso de um código QR lido pelo telemóvel, que o recipiente está cheio e, portanto, em condições de ser recolhido.

A instalação dos dísticos sinalizadores iniciou-se hoje de manhã na rede de passadiços das praias da Foz do Lima, Cabedelo e Luziamar, e já está em pleno funcionamento. Este sistema permite que um utilizador sinalize um recipiente cheio e que requer esvaziamento, mas também que possa participar o asseio dos sanitários ou a necessidade de uma intervenção de manutenção especializada.

A plataforma de gestão que foi desenvolvida permite às entidades competentes monitorizar, em tempo real e em colaboração com a população, os equipamentos, podendo intervir de forma direcionada e atempada, permitindo uma gestão mais eficaz do Ambiente e dos recursos humanos empregues na proteção, e conservação. É esperado que o sistema esteja totalmente instalado em todos os recipientes até ao último trimestre de 2020.

Recorde-se que o Módulo de Monitorização Partilhada do Ambiente consiste num dos componentes do Sistema de Monitorização de Variáveis Ambientais e de Proteção Civil, em desenvolvimento, com valências neste momento, ao nível da gestão da água da rega municipal, qualidade do ar em edifícios públicos municipais (radão) e na previsão de eventos climáticos extremos.

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Viana do Castelo com 7 praias consideradas “Qualidade Ouro” pela Quercus

Este ano, Viana do Castelo conta com 7 praias consideradas como “Qualidade Ouro” pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza. Assim, foram distinguidas com o Galardão Qualidade de Ouro 2020 as praias de Afife, Amorosa, Arda, Carreço, Castelo de Neiva, Ínsua e Paçô.

Ainda hoje a Câmara Municipal de Viana do Castelo acolheu mais uma reunião de preparação da época balnear, num encontro que contou com a Capitania de Viana do Castelo e a associação de nadadores salvadores.

De acordo com os critérios definidos em 2019, para receber a classificação de “Praia com Qualidade de Ouro” a praia tem de ter apresentado qualidade da água excelente nas últimas cinco épocas balneares de 2015 a 2019; todas as análises realizadas na última época balnear deverão ter apresentado resultados melhores que os valores definidos para o percentil 95 do anexo I da Diretiva relativa às águas balneares; na última época balnear não poderá ter ocorrido qualquer tipo de ocorrência/aviso de desaconselhamento da prática balnear, proibição da prática balnear e/ou interdição temporária da praia.

Para a época balnear de 2020, a Quercus identificou 381 praias com Qualidade de Ouro em Portugal, mais 6 do que em 2019.

Esta distinção junta-se ao hastear da Bandeira Azul em 8 praias do concelho, tendo voltado a ser contempladas pela Associação Bandeira Azul da Europa as praias da Arda (Mariana), Afife, Paçô, Carreço, Praia Norte, Cabedelo, Amorosa e Castelo de Neiva.

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Câmara Municipal avança com constituição e dinamização de agrupamentos de baldios

A Associação Florestal do Lima, com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo, vai avançar com a constituição e dinamização de agrupamentos de baldios para ganhar escala e valorizar os terrenos. Numa primeira reunião, que teve lugar na freguesia de Outeiro e que contou com a presença do Vereador da Coesão Territorial, Luís Nobre, foi apresentado o projeto de agrupamento de baldios, propondo a criação de Agrupamentos de Baldios em Santa Luzia / Areosa / Carreço / Santa Maria Maior, Monte de Roques, Santa Leocádia de Geraz do Lima e ainda na freguesia de Outeiro.

O projeto piloto foi lançado com a intenção de criar agrupamentos com um mínimo de 2,5 hectares e um máximo de 7,5 hectares.

Em fevereiro, foi firmado um contrato-programa entre o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e a Associação Florestal de Portugal, tendo por objeto o suporte das ações tendentes à constituição e dinamização de Agrupamentos de Baldios, criados para obtenção de escala de área e/ou complementaridade de recursos para valorização e melhor exploração de terrenos baldios.

Assim, a proposta passa pela constituição de agrupamentos, abrangendo as áreas prioritárias de Serra de Arga e Vale do Lima, nos concelhos de Viana do Castelo e Ponte de Lima.

Entre as ações propostas, destaque para a capacitação de recursos humanos e técnicos a desenvolver no âmbito do movimento Forestis e dirigidas aos técnicos das Organizações de Produtores Florestais (OPF) e órgãos gestores dos baldios; capacitação sobre a Lei dos Baldios; planeamento económico, contabilístico e fiscal; planeamento, ordenamento e gestão florestal; gestão organizacional e contratos; capacitação para a realização de avaliações dendrométricas e inventário florestal; capacitação para a gestão de áreas comunitárias; entre outras.

Está ainda prevista a constituição, dinamização e funcionamento das Assembleias de Compartes, a desenvolver junto dos órgãos gestores de cada unidade de baldio, para apoio administrativo, organização documental, realização de assembleias, cadernos eleitorais, planos de atividades e relatório de contas; elaboração de regulamento interno de cada baldio; elaboração do regulamento interno do Agrupamento de Baldios; apoio para a inscrição do baldio nas finanças; e cumprimento das obrigações legais previstas na Lei dos Baldios.

Fica ainda previsto o Planeamento, ordenamento e gestão florestal, a desenvolver junto dos órgãos gestores de cada unidade de baldio e, no âmbito da Defesa da Floresta Contra Incêndios, é definida a execução de gestão de combustíveis de 100 hectares/ ano.

A constituição de Agrupamentos de Baldios prevê ainda a elaboração de estudos e de projetos temáticos e de investimento, nomeadamente levantamentos dos ativos históricos, culturais e etnográficos; levantamento dos ativos florísticos e faunísticos de elevado valor ambiental; levantamento e proposta de percursos de interpretação ambiental / pedestres / BTT e outros desportos de natureza; elaboração de projetos de investimento e estudos de viabilidade económica.

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Escola Básica Senhora da Oliveira participa no quinto episódio do programa PING

O quinto episódio do programa PING tem como tema a “Água” e contou com a participação do 3º ano da Escola Básica Senhora da Oliveira – Darque, do Agrupamento de Escolas Monte da Ola.

O PING é um programa que pretende desenvolver a Educação para os media. Através do PING pretende-se desafiar as crianças a refletir sobre um tema atual ou um conteúdo científico, estimulando as suas capacidades comunicativas e criativas. Pretende-se ainda, desenvolver o pensamento crítico e exigente para ler o mundo através dos conteúdos apresentados nos media.

Este projeto foi concretizado pelos alunos do curso Técnico de Audiovisuais, em contexto de estágio no Geoparque Litoral de Viana do Castelo | Câmara Municipal de Viana do Castelo.

 

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Projeto Kids-Dive promove batismos de mergulho e descoberta do oceano junto das crianças

A Câmara Municipal de Viana do Castelo lança hoje o programa dedicado à promoção da literacia dos oceanos “Kids-Dive – Mergulhar com Crianças, Descobrir o Oceano”. Este programa é um dos sete que irá ser lançado no âmbito do Ano Municipal da Literacia Científica, linha estratégica da Agenda de Ciência e Conhecimento (2017-2021) com o objetivo central de promover a ciência, o conhecimento científico, bem como os cientistas e o seu método como meio de desenvolvimento humano e do território.

O Kids-Dive é um programa educativo dirigido às escolas, destinado a crianças e jovens com idades compreendidas entre os 8 e os 17 anos, que tem como objetivo geral a proteção do meio marinho e da biodiversidade.

Este projeto irá proporcionar a um grupo de 60 alunos de Viana do Castelo a possibilidade de participar em quatro dias de atividades ligadas à conservação do meio marinho, que incluem um batismo de mergulho, a participação no Summit da National Geographic em Portugal, uma saída de campo até uma área marinha costeira protegida com a presença de investigadores em Biologia, e ainda uma visita guiada com direito a workshop no Oceanário de Lisboa entre março e maio de 2020.

Num concelho com 24 quilómetros de costa, o Município pretende com este projeto formar os jovens vianenses no âmbito da “Literacia do Oceano”, valorizando a consciencialização para a importância do meio marinho e as ameaças de que este é alvo diariamente. É ainda objetivo da Câmara Municipal contribuir para a formação de uma “geração azul”, promovendo uma sociedade capaz de tomar decisões responsáveis e atitudes ponderadas em relação aos mares e aos seus recursos, contribuindo para um desenvolvimento equilibrado.

Atendendo ao limite de alunos para integrar este programa, a seleção das turmas foi baseada num desafio-concurso que envolveu atividade de campo na costa de Viana do Castelo e a recolha de dados da biodiversidade local, utilizando, para o efeito, a plataforma BioRegisto (alojada no sítio da internet do CMIA de Viana do Castelo).
O projeto é coordenado pelo MARE/ISPA-IU (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente/Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida) em parceria com várias entidades de renome, como a National Geographic, o Oceanário de Lisboa, o Jardim Zoológico de Lisboa, o Aquário Vasco da Gama, a Nautilis-Sub e a APML – Associação Portuguesa de Lixo Marinho.

Recorde-se que a Câmara Municipal pretende posicionar Viana do Castelo como Cidade da Ciência em 2020.

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Fundadora do hub criativo DINAMO10 entrevistada no programa GeoRadar

 

GeoRadar é um programa mensal, que desafia antigos alunos, da Escola Secundária de Santa Maria Maior, a contar na primeira pessoa o seu percurso de vida e o sucesso da sua carreira profissional. Os convidados são desafiados a viajar no tempo e reviver uma memória de infância passada num dos 13 Monumentos Naturais, do Geoparque Litoral de Viana do Castelo. Este programa tem como objetivo inspirar os jovens estudantes através das histórias de vida de antigos alunos com sucesso profissional.

A convidada do quinto episódio do GeoRadar é a Joana Carvalho, fundadora e gestora do DINAMO10, um  hub criativo de Viana do Castelo. O DINAMO10 é “um espaço de partilha, onde o trabalho e a arte se fundem para inspirar todos os que diariamente o habitam, ou os que o visitam pontualmente.”

Este projeto foi concretizado pelos alunos do curso Técnico de Audiovisuais, em contexto de estágio no Geoparque Litoral de Viana do Castelo | Câmara Municipal de Viana do Castelo.

GeoRadar, a história de vida que inspira novas vidas!

Também disponível em https://www.facebook.com/agrupamentodeescolasdesantamariamaior/  e https://www.instagram.com/liceu_audiovisuais/?hl=pt

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Viana do Castelo promove Ano Municipal da Literacia Científica com inauguração de instalações, encontros e eventos

Viana do Castelo promove, ao longo de 2020, o Ano Municipal da Literacia Científica com uma programação que inclui a inauguração de instalações para promoção e divulgação de ciência e conhecimento, encontros e eventos diversos.

Assim, o programa de inaugurações começa em março, com a abertura do Museu Virtual da Memória Marítima, constituído por duas valências – Centro de Documentação do Mar e Centro do Património Imaterial do Mar de Viana do Castelo.

Para o mês de abril, está prevista a abertura da Porta do Neiva do Geoparque Litoral de Viana do Castelo | Museu do Mel e do Caulino, um centro de acolhimento turístico-educativo vocacionado para a valorização do património identitário da margem esquerda da Ribeira Lima.

No mês de maio, abre o Observatório do Litoral Norte – Laboratório Colaborativo para o Conhecimento do Mar de Viana do Castelo, o primeiro Laboratório Colaborativo de iniciativa municipal do país, dedicado à promoção e valorização do conhecimento do mar do concelho.

Em setembro, abrirá a Porta das Argas do Geoparque Litoral de Viana do Castelo | Museu do Património Mineiro das Argas, um centro de acolhimento turístico-educativo vocacionado para a valorização do património identitário da margem direita da Ribeira Lima.

A agenda de eventos para promoção da literacia científica inclui o projeto Ciência à Vista, que trará exposições como “As Mulheres na Ciência” (Centro de Mar) e a “Tabela Periódica em Croché” (CMIA). Outra das iniciativas a ser promovida é o Cientista do Mês, que dará a conhecer alguns dos cientistas mais emblemáticos e suas descobertas.

As Conversas de Fim de Tarde no Parque é uma iniciativa direcionada ao público em geral, na qual se pretende dinamizar conversas informais acerca da ciência que se faz em Viana do Castelo em pleno Parque Ecológico Urbano. A programação inclui ainda Hands on Science, com atividades em laboratório e no campo, acompanhando o trabalho que os cientistas desenvolvem no âmbito da sua atividade regular.

Kids Dive – Mergulhar no Atlântico é um programa dedicado a 3 turmas selecionadas por concurso e de Viana do Castelo (2º e 3º ciclo, e secundário), tendo em vista a promoção do conhecimento do património natural que o Oceano representa através da interação com biólogos marinhos, divulgadores de ciência e instrutores de mergulho. Já o projeto Laboratórios Abertos inclui abrir os laboratórios da Rede Escolar de Apoio à Ciência e Apoio à Investigação Científica de Viana do Castelo ao público em geral para visitas, realização de atividades laboratoriais e contacto com os cientistas.

Por fim, PubHD é a iniciativa que pretende que, uma vez por mês, dois ou três estudantes de mestrado / doutoramento ou recém mestrados / doutorados apresentem, num pub (ou bar), o seu trabalho de investigação usando linguagem simples e acessível a qualquer tipo de público.

No que diz respeito aos Encontros, no mês de março, no edifício da União de Freguesias de Barroselas e Carvoeiro, em Carvoeiro, acontece o I Encontro de Entidades Gestoras de Baldios de Viana do Castelo. Em novembro, o Centro Cultural recebe o I Encontro de Ciência e Conhecimento de Viana do Castelo.

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Agrupamento de Escolas de Barroselas convidado a apresentar projeto desenvolvido no âmbito da Autonomia e Flexibilidade Curricular, pela Universidade Católica do Porto

O Agrupamento de Escolas de Barroselas foi convidado, pela Universidade Católica do Porto, a apresentar a experiência em curso nas escolas do Agrupamento, no âmbito da Autonomia e Flexibilidade Curricular, nomeadamente na organização da Oferta Complementar – Nós no Mundo, a Nossa Identidade: “Portas do Neiva – Conhecer para Valorizar: Um Vale; Um Património; Um Rio em Comum”.

A partilha desta experiência educativa decorre hoje na UCP no 2º Seminário – Fomentando Práticas pedagógicas diferenciadas, no âmbito do X Ciclo de Seminários de Aprofundamento em Administração, Supervisão e Organização Escolar – RENOVAR A ESCOLA E MELHORAR O ENSINO. A apresentação será feita pela Equipa Promotora da Diferenciação e Flexibilidade Curricular de Agrupamento, mentores do projeto: Carla Fernandes, Conceição Cancela, Marcelo Torre e Marcial Passos.

Os Seminários do X Ciclo destinam-se a professores, diretores, líderes pedagógicos, profissionais da área da educação e investigadores e constituem uma oportunidade privilegiada para a divulgação de pesquisas e de estudos, a partilha de experiências e o debate de ideias sobre as políticas e os processos educativos.

As Equipas Promotoras da Diferenciação e Flexibilidade Curricular de Agrupamento foram criadas no âmbito da pós-graduação em “Educação, Ciência e Património Local”, a qual contribuiu para que os professores desenvolvessem conhecimentos e capacidades para a promoção de práticas educativas colaborativas e mais contextualizadas.

Esta pós-graduação, pioneira no país, foi lançada pelo município de Viana do Castelo em pareceria com a Escola Superior de Educação (ESE) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) na qual formou 28 professores promotores da diferenciação e flexibilidade curricular que estão a trabalhar nas escolas do concelho.

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Viana cria museu virtual da memória marítima Nova valência do Centro de Mar, no navio Gil Eannes, estará disponível a partir de Março.

Nova valência do Centro de Mar, no navio Gil Eannes, estará disponível a partir de Março.

O navio pode estar parado; a memória que o povoa, nem por nisso. Enquanto houver gente que se fez gente no mar, Viana do Castelo, a cidade da foz do rio Lima, há-de ser sempre marítima, também. E é todo esse património, material e imaterial, que o município quer valorizar num novo serviço que está a ser montado no Centro de Mar, em pleno navio-hospital Gil Eannes. O Museu Virtual da Memória Marítima há-de estar pronto a navegar em Março, abrindo horizontes para documentos e histórias de vida da população local, revelou ao PÚBLICO o vereador com o pelouro da Ciência e Conhecimento, Ricardo Jorge Carvalhido.

O projecto está neste momento em montagem. Implica uma componente física, de instalação de uma sala com equipamentos de consulta no próprio navio, mas, também, uma componente virtual, que, por exemplo, tornará acessível a toda a comunidade o acervo disponível no Centro de Documentação do Mar (CDM). Como um navio não é um sítio adequado para depósito de livros, a autarquia entendeu garantir, a partir do Gil Eannes e da internet, a consulta virtual aos 700 títulos já disponíveis no CDM, colocando as obras noutro local, mas ainda assim acessíveis, por requisição, a investigadores que necessitem de pesquisar os originais.

Entre os 700 títulos deste centro de documentação, há cerca de 200 livros sobre o mar, e muitos deles sobre “o mar de Viana”, 300 periódicos e 80 catálogos, explicou o vereador Ricardo Jorge Carvalhido. No entanto, como toda esta obra foi sendo produzida por “pessoas que, muitas vezes, nunca meteram o corpo no mar”, o município entendeu valorizar também um outro património, não escrito, mas presente ainda em muitas casas da zona ribeirinha da cidade. As histórias de vida de pescadores e marinheiros, e de trabalhadores de outras profissões, como os dos estaleiros de onde saíram navios que alimentaram o comércio marítimo e a pesca longínqua.

Apoio da Rede Escolar de Ciência

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Mais de 500 árvores foram plantadas no Monte da Padela

O Conselho Diretivo de Carvoeiro e a Padela Natural, Associação Promotora, realizaram no monte da Padela, uma plantação de espécies florestais autóctones. Entre carvalhos, castanheiros, medronheiros ou azevinhos foram entregues à natureza mais de 500 árvores.

A iniciativa, que contou com os apoios da Câmara Municipal de Viana do Castelo e da União de Freguesias de Barroselas e Carvoeiro e o contributo de várias dezenas de pessoas, está enquadrada num longo trabalho encetado pelos compartes de Carvoeiro e coordenado pelo protetor ambiental Artur Sá.

Esta iniciativa visou a sensibilização e a pedagogia para a preservação da floresta e da biodiversidade atlântica, assim como a coesão e a cooperação das comunidades envolventes do monte da Padela. Como anunciado nos preparativos de outro evento interligado, a Fogueira de Natal realizada no largo das Neves no passado mês de dezembro, o grupo dos Lenhadores do Largo também contribuíram com parte das árvores para atenuar o impacto ambiental do evento.

Fonte: Radio Geice

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Viana do Castelo continua a aposta na Floresta Nativa com mais 12 hectares plantados

No âmbito da Estratégia Municipal para a Conservação da Natureza, a Câmara Municipal de Viana do Castelo promoveu ao longo deste mês diversas iniciativas integradas no Programa para a Recuperação da Floresta Nativa Portuguesa para 2020 e 2021, documento que emerge do encerramento do Ano Municipal para a Recuperação da Floresta Nativa Portuguesa comemorado durante o ano transato com dezenas de iniciativas.

Com o apoio de 30 voluntários do Rotary Club de Viana do Castelo e os Clubes das Novas Gerações (Rotary KIDs, Interact e Rotaract) deu-se início no passado dia 18 de janeiro plantação de 1800 carvalhos (Quercus robur), numa área de 5 hectares do Baldio de Carvoeiro. A Serra da Padela é anualmente alvo de desenvolvimento de um conjunto de iniciativas de caráter ambiental como ações de reflorestação, e de caráter desportivo, promovidas pela Associação Padela Natural em colaboração ou apoiadas pela Câmara Municipal de Viana do Castelo. Outros parceiros locais, como o Conselho Diretivo do Baldio de Barroselas e o Conselho Diretivo do Baldio de Carvoeiro também exercem funções de gestão dos espaços florestais através da realização de silvicultura preventiva e beneficiação de infraestruturas florestais como caminhos, pontos de águas e parques de recreio e lazer.

Paralelamente a esta iniciativa o município contou com a participação de 23 alunos da E.B. 2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires (7ºB) e de 50 crianças da Creche e Jardim do Lar de Santa Teresa (sala dos finalistas) para a plantação de diversas espécies autóctones como a Nogueira-brava, áceres, carvalhos e pinheiro manso numa zona de 7 hectares do Monumento Natural das Cristas Quartzíticas do Campo Mineiro de Folgadoiro-Verdes. Pretendemos através destas ações implementar medidas de preservação e conservação das espécies e dos habitats naturais, proteger e valorizar a paisagem e promover a investigação científica indispensável ao desenvolvimento do conhecimento dos valores naturais referidos, numa perspetiva de educação ambiental.

Recorde-se que o Município tem em desenvolvimento uma linha estratégica que consiste na conservação da natureza – biodiversidade e geodiversidade – e na manutenção dos serviços prestados por estas duas dimensões. A Estratégia Municipal para a Conservação da Natureza constitui o principal eixo de desenvolvimento do município para a Agenda de Ambiente estabelecida para o Quadriénio 2017-2021.

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Parque ecológico de Viana do Castelo abre ao público em junho, 12 anos depois

O presidente da Câmara de Viana do Castelo apontou hoje o mês de junho para a abertura, ao público, do Parque Ecológico Urbano de Viana do Castelo (PEUVC), após 12 anos de sucessivos adiamentos.

Com cerca de 20 hectares, o PEUVC foi inaugurado em março de 2008 e, desde então, recebe apenas visitas guiadas para grupos, restrição contestada há anos, quer pelos partidos da oposição quer pela população local.

A maioria socialista na autarquia tem justificado aquele modelo com a necessidade de consolidação e proteção do parque. Situado junto ao rio Lima, na zona da caldeira de marés das antigas Azenhas Dom Prior, aquele parque é uma das obras emblemáticas do Programa Polis, que investiu dois milhões de euros na recuperação daquela área.

Questionado pela Lusa, à margem da reunião camarária de hoje que aprovou, por unanimidade, o regulamento PEUVC, José Maria Costa adiantou que o município “irá tentar” realizar a abertura ao público no dia 05 de junho, Dia Mundial do Ambiente.

O regulamento hoje aprovado vai ainda ser submetido à apreciação da Assembleia Municipal, seguindo depois para publicação em Diário da República.

A proposta de regulamento foi aprovada pelo executivo em maio de 2018 e esteve em consulta pública entre junho e julho desse ano, com o objetivo de permitir a abertura daquele espaço à comunidade.

Na apresentação do texto final do documento, hoje, ao executivo municipal, o vereador do Ambiente e Biodiversidade, Ciência, Inovação e Conhecimento, adiantou que desde 2018, foram investidos naquele espaço mais de 379 mil euros.

Ricardo Carvalhido disse estar em curso a terceira fase de “reabilitação e funcionalização” do PEUVC que inclui a “recuperação de quatro quilómetros de caminhos pedonais numa área superior a 3.500 metros quadrados”.

A implementação das medidas de autoproteção, a colocação de sinalética informativa e de emergência, de um sistema de comunicação por altifalantes, de contagem e controlo de utentes e da rede Wi-Fi, são outras as intervenções em a decorrer.

As obras contemplam ainda a criação de “uma área de estufa para propagação de espécies autóctones, de um edifício de apoio, de um borboletário e de um armazém de apoio”.

Nas fases anteriores, referiu, “foram recuperadas as estruturas dos observatórios da fauna e flora, as travessias pedonais, a rede de passadiços, e a recuperação de guias dos caminhos pedonais”. Foram realizadas obras de “conservação da estrutura de apoio agrícola ao parque, dos parques de recreio, e lazer e da área arqueológica”.

Após a aprovação do regulamento, a vereadora da CDU, Cláudia Marinho, congratulou-se com a concretização de uma “batalha” antiga do partido.

“Finalmente, o nosso parque vai ser aberto às pessoas, sem marcação prévia”, referiu a vereadora comunista.

O PEUVC “é um espaço dedicado ao recreio e lazer, e a atividades de educação ambiental, e de investigação científica e conservação da natureza, integrado no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA)”.

O regulamento refere que espaço funcionará “de terça-feira a domingo”, o entre “21 de setembro e 20 de março e entre 21 de março a 20 de setembro”.

Naquele documento, a autarquia da capital de distrito define que o acesso ao PEUVC “poderá estar sujeito ao pagamento de uma tarifa cujo valor é fixado pela Câmara Municipal.

Os utilizadores “poderão ser distinguidos por categorias, entre elas a de Público, Amigo do Parque, para todos os que adiram ao programa “Amigo do Parque”, e de Empresa Amiga, destinada a todas as entidades coletivas que contribuam com um donativo ou que patrocinem atividades, eventos específicos ou ações de melhoria do PEUVC”.

É ainda criada a figura do “Benfeitor” do PEUVC, para distinguir “toda a pessoa singular que contribuir com um donativo”.

O PEUVC integra a Rede Portuguesa de Estações da Biodiversidade e é o primeiro Parque de Halófitas em Portugal.

Recebeu o Prémio Nacional de Arquitetura Paisagista, na categoria de Parques e Jardins, em 2009, cujo projeto é da autoria da arquiteta Ana Barroco.

Em 2011, recebeu uma menção honrosa na categoria de Melhor Serviço de Extensão Cultural dos Prémios APOM 2011, atribuídos pela Associação Portuguesa de Museologia.

Fonte: ominho

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